Livia Borges, de 14 anos, recebeu alta do Hospital da Criança Santo Antônio após tratar a Síndrome de Guillain-Barré, condição neurológica rara e grave. A adolescente ficou conhecida depois que foi filmada dançando uma rancheira com a mãe durante a internação, em Porto Alegre.
A doença afeta o sistema nervoso periférico e pode causar fraqueza muscular, formigamento, dormência e, nos casos mais graves, paralisia. Para Elisiane Marques Lopez, mãe de Livia, a recuperação dos movimentos da filha se assemelhou aos primeiros passos de uma criança. “Para nós, foi como se ela estivesse dando os primeiros passos e ainda mais cultivando as tradições”, afirmou.
A dança também simbolizou a expectativa de Livia voltar às atividades do Centro de Tradições Gaúchas Sentinela da Fronteira, em Bagé. A adolescente pertence à segunda geração da família ligada ao tradicionalismo e pretende retomar a participação no grupo de dança depois da alta.
O vídeo foi gravado pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que estava em um consultório em frente ao hospital. Enquanto aguardava o próximo paciente, ela viu duas pessoas dançando do outro lado da rua. Lidiane não conhecia mãe e filha e não sabia que Livia estava em tratamento.
Após publicar o registro nas redes sociais, a neuropsicóloga entrou em contato com a família e conheceu a história da adolescente. Para Livia, o momento marcou o retorno à dança depois do período de tratamento e evidenciou o apoio recebido dos pais, especialmente da mãe, além da fé.
A família se prepara para deixar Porto Alegre e voltar para Bagé. Elisiane descreveu o retorno como o começo de uma nova etapa, com a filha novamente próxima das tradições cultivadas pela família.



