Belo Horizonte, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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PT muda estratégia eleitoral e prepara ofensiva contra Flávio Bolsonaro e André Mendonça

Partido avalia que Lula precisa alterar a campanha, defender mandatos no Judiciário e apresentar propostas para o futuro.

PT muda estratégia eleitoral e prepara ofensiva contra Flávio Bolsonaro e André Mendonça
Foto: Pedro Kirilos/Wilton Junior/Estadão/Estadão

A direção nacional do PT decidiu mudar a estratégia da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. A avaliação apresentada em uma reunião de emergência, nesta quinta-feira, 10, foi de que o presidente pode perder para o senador Flávio Bolsonaro, do PL, caso a comunicação eleitoral não seja alterada de forma radical.

O encontro reuniu a Executiva Nacional do partido e coordenadores da campanha. Dirigentes cobraram mudanças do presidente do PT, Edinho Silva, e defenderam que Lula deixe a postura defensiva. O partido também decidiu ampliar a defesa de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes de tribunais superiores. Atualmente, esses integrantes têm mandatos vitalícios.

A pressão aumentou após pesquisas indicarem crescimento de Flávio. Um levantamento da AtlasIntel divulgado nesta quinta-feira mostrou uma disputa apertada em uma simulação de segundo turno: o senador aparece com 46,4% dos votos, contra 46,2% de Lula.

Edinho reconheceu falhas na condução da campanha. “É evidente que tem erro. Em dez dias, o Brasil mudou”, afirmou. Ele disse que Lula deverá apresentar propostas para um eventual quarto mandato, em vez de concentrar a comunicação apenas no legado de seus governos.

Judiciário e novos temas

O presidente do PT afirmou que a campanha deverá falar mais sobre a reforma do Judiciário. A mudança inclui uma ofensiva política contra o ministro André Mendonça, que será conduzida principalmente por dirigentes e militantes do partido. A estratégia busca evitar que Lula seja diretamente associado ao ministro Alexandre de Moraes e considera também a resistência enfrentada pelo presidente entre eleitores evangélicos, segmento ao qual Mendonça pertence.

A crise entre Mendonça e Moraes se intensificou após a divulgação de mensagens envolvendo o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado e preso por fraude bilionária contra o sistema bancário. Mendonça abriu o sigilo de um relatório solicitado por ele à Polícia Federal e que tinha Moraes como alvo. Depois, os dois ministros trocaram ataques em decisões judiciais. O presidente do STF, Edson Fachin, anunciou medidas para conter a crise.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que participou da reunião, afirmou que haverá “uma radicalização política na campanha do presidente Lula” e que o partido pretende apresentar Flávio Bolsonaro e os riscos atribuídos à volta de seu grupo ao poder.

Entre as propostas em preparação está o fim das apostas online, conhecidas como bets. O governo tem pesquisas que relacionam o endividamento de famílias, em muitos casos, às apostas digitais em jogos de azar.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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