Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Adolescente se recupera de Guillain-Barré após vídeo dançando no hospital

Doença rara pode causar fraqueza muscular e paralisia; SUS oferece diagnóstico, tratamento e reabilitação para pacientes.

Adolescente se recupera de Guillain-Barré após vídeo dançando no hospital
Foto: Lidiane Klein e Arquivo pessoal

A adolescente de 14 anos que apareceu dançando com a mãe durante uma internação enfrenta a recuperação da síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica rara e grave. O quadro ocorre quando o sistema imunológico ataca os nervos responsáveis pela comunicação entre o cérebro e outras partes do corpo.

O vídeo foi gravado pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que estava em um consultório em frente ao hospital. Ela não conhecia mãe e filha e não sabia o que estava acontecendo. Depois de registrar a dança, publicou as imagens nas redes sociais.

Elisiane afirmou que o momento foi vivido pelas duas durante dias de tensão e luta e que o registro trouxe felicidade à família.

Como a síndrome se manifesta

A doença costuma aparecer depois de processos infecciosos e tem como característica principal a perda progressiva da força muscular. Também pode provocar formigamento, dormência e, nos quadros mais graves, paralisia.

A síndrome pode atingir pessoas de diferentes idades, mas ocorre com maior frequência entre 20 e 40 anos. A estimativa do Ministério da Saúde é de um a quatro casos para cada 100 mil habitantes por ano.

Entre os sinais possíveis estão redução ou ausência de reflexos, dificuldade de coordenação, visão dupla, fraqueza nos músculos do rosto, alterações na sensibilidade dos braços e das pernas e diminuição do tônus muscular. Confusão mental, mudanças no nível de consciência e crises epilépticas também podem ocorrer.

A orientação é buscar atendimento médico com urgência diante dos sintomas. A confirmação pode envolver a análise do líquor, nome dado ao líquido cefalorraquidiano, e exames eletrofisiológicos, que verificam o funcionamento dos nervos.

Tratamento oferecido pelo SUS

O Sistema Único de Saúde oferece diagnóstico, medicamentos e reabilitação para pessoas com Guillain-Barré. O tratamento busca acelerar a recuperação, diminuir complicações durante a fase aguda e reduzir possíveis sequelas neurológicas.

As diretrizes clínicas incluem a imunoglobulina intravenosa e a plasmaférese, procedimento que retira e processa o plasma do sangue. A escolha depende da avaliação médica de cada paciente.

A rede pública conta atualmente com 136 Centros Especializados em Reabilitação que atendem pessoas com a síndrome. Nas fases mais delicadas, a maior parte dos pacientes também é acompanhada em hospitais.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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