Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Quadros de artista do Paraná viralizam e fecham encomendas até 2028

Daine Mari Chibiaqui passou a receber pedidos do Brasil e do exterior depois que uma obra da série Verdant ganhou visibilidade nas redes.

Quadros de artista do Paraná viralizam e fecham encomendas até 2028

A artista plástica paranaense Daine Mari Chibiaqui encerrou a agenda de encomendas para 2027 e 2028 depois que um vídeo relacionado ao seu trabalho viralizou nas redes sociais. A repercussão levou pessoas do Brasil e de outros países a procurarem suas obras, e ela deixou de aceitar novos pedidos para conseguir atender à demanda já assumida.

Daine é de Medianeira, no Oeste do Paraná, e trabalha com artes plásticas há cinco décadas. Entre os temas de suas pinturas estão araucárias, ipês e flores. A obra que impulsionou a procura faz parte da série Verdant, dedicada a elementos da natureza.

Os preços variam de acordo com o tempo de execução, a técnica e os produtos utilizados. Recentemente, um quadro com cerca de 2,5 metros foi vendido por aproximadamente R$ 25 mil. A pintura também integrava a série Verdant.

Rotina de produção

A artista mostra nas redes sociais as etapas de criação e os resultados das obras para mais de 60 mil seguidores. Sua produção é limitada a dois ou três quadros por mês, e ela pode trabalhar mais de 15 horas por dia. Uma pintura pode levar cerca de dez dias para ser concluída, enquanto telas maiores exigem ainda mais tempo.

Daine divide a rotina entre a produção, as aulas de arte que oferece no ateliê e os atendimentos. Ela costuma chegar ao espaço por volta das 6h45 e permanecer até perto das 22h. Em alguns períodos, acorda entre 3h e 4h para avançar nas pinturas.

Apesar do aumento dos pedidos, todas as telas continuam sendo produzidas somente pela artista. “Foi uma coisa que eu não estava esperando. Eu tinha começado essa série e feito uns cinco quadros e, de repente, foi uma loucura de pedidos. Não só no Brasil, mas também no exterior, em vários países.”

A repercussão também ampliou o alcance internacional do trabalho. Daine já enviou obras para Filipinas, Arábia Saudita, Iraque e Catar. França e Itália estavam entre os destinos anteriores ao viral.

Parte das encomendas vem de brasileiros que vivem no exterior e buscam nas pinturas referências a lugares onde moraram. Clientes também relatam que árvores ou aves retratadas nas telas lembram a casa dos pais ou o quintal da infância.

Araucárias como memória

As araucárias ocupam um lugar importante na trajetória da artista. A relação começou na infância, em Capanema, no Sudoeste do Paraná, onde ela cresceu vendo muitas dessas árvores. Sua família tinha uma serraria e contava histórias sobre o período em que árvores gigantes eram derrubadas para gerar renda.

Com o passar do tempo, a família mudou a relação com a natureza. A partir do trabalho artístico desenvolvido ao longo dos anos, conseguiu comprar uma área de vegetação nativa e transformá-la em uma Área de Preservação Permanente (APP). O local passou a inspirar as pinturas de Daine.

Uma de suas séries, “Araucárias da Neblina”, chegou recentemente à 20ª obra e apresenta a árvore em diferentes paisagens, muitas cobertas por névoa. A artista afirma que pretende estimular a reflexão sobre a preservação da mata e dos rios, além de aproximar o público da natureza brasileira.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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