Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Chama Crioula permanece acesa há 35 anos em Eugênio de Castro

Fogo mantido por tradicionalistas exige cuidados diários e virou ponto de encontro para comida, chimarrão e música gaúcha.

Chama Crioula permanece acesa há 35 anos em Eugênio de Castro
Foto: Reprodução/RBS TV

Em Eugênio de Castro, no Noroeste do Rio Grande do Sul, uma Chama Crioula é mantida acesa continuamente há 35 anos por tradicionalistas. A preservação do fogo exige acompanhamento diário e o uso de 12 a 15 metros cúbicos de lenha ao longo de 12 meses.

No último ano, a responsabilidade ficou com a família Hartfeil. A rotina inclui verificar as brasas durante a madrugada e colocar madeira mais espessa para evitar que o fogo se apague. O agricultor Valdir Hartfeil resumiu o cuidado: "A gente bota uma madeira mais grossa e aí, quando a gente acorda de noite, vem da uma olhada. Como diz o gaucho: bater os tição".

Tradição e convivência

A iniciativa teve início no começo da década de 1990. Gelson Mendes Teixeira, patrão do CTG Querência da Pátria, afirma que tradicionalistas solicitaram ao MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) autorização para manter a chama depois do 20 de Setembro. Desde então, o fogo permanece em alguma propriedade dentro do município de Eugênio de Castro.

Além da manutenção da chama, o espaço se tornou um ponto de encontro para os moradores. As reuniões reúnem comida, chimarrão e música gaúcha, com a proposta de preservar a história e transmitir o legado às novas gerações.

A estudante Gabriela Hartfeil considera que a continuidade do costume depende do vínculo das novas gerações com a cultura tradicionalista.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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