Cidades do Paraná registraram, em setembro de 2026, volumes de chuva superiores às médias históricas do mês. Os dados são do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que utiliza estações meteorológicas para acompanhar a precipitação no estado.
A equipe do Simepar relaciona o resultado ao fenômeno El Niño. A combinação de calor e umidade na atmosfera favoreceu a passagem mais frequente e intensa de frentes frias pelo Paraná.
Entre as estações mais antigas, instaladas em 1997, os acumulados ultrapassaram 300 mm. Em Cambará, a média histórica é de 89,2 mm e o volume registrado chegou a 332,6 mm. Cerro Azul teve média de 110,1 mm e acumulado de 363,4 mm. Em Curitiba, foram 339,4 mm, diante de uma média de 129,5 mm.
Ponta Grossa registrou 341,4 mm, enquanto a média é de 124 mm. Já Telêmaco Borba alcançou 356,6 mm, contra 133,3 mm esperados para setembro.
O Simepar também informou volumes acima das médias em estações mais novas. Em Guaraqueçaba, instalada em 2011, o acumulado foi de 359,8 mm, ante média de 123,2 mm. Paranaguá, com estação de 2012, teve 217 mm, enquanto a média é de 113,6 mm.
Em Cornélio Procópio, a precipitação chegou a 278 mm, para uma média de 83,9 mm. Cruzeiro do Iguaçu registrou 292 mm, diante de 157,3 mm esperados. Loanda teve 244,4 mm, contra média de 78,5 mm.
Também foram registrados 347,8 mm no distrito de Horizonte, em Palmas; 250 mm em Santa Maria do Oeste; e 246,6 mm em Santo Antônio da Platina. As respectivas médias históricas são de 181,8 mm, 136,1 mm e 87,8 mm.



