Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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MP denuncia trio por golpes em eventos que afetaram 124 vítimas no Paraná

Justiça aceitou denúncia contra três pessoas, acusadas de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro em contratos de eventos.

MP denuncia trio por golpes em eventos que afetaram 124 vítimas no Paraná

O Ministério Público do Paraná denunciou três pessoas acusadas de aplicar golpes por meio da organização de casamentos, formaturas e outros eventos. A Justiça aceitou a denúncia e tornou Julio Cesar Bosi, Luana Cristina da Luz Barbosa e Simone da Luz Barbosa réus por associação criminosa, estelionato contra 124 vítimas e lavagem de dinheiro. Os três respondem ao processo em liberdade.

Segundo o Ministério Público, o grupo atraía clientes por meio da Filia Eventos, oferecendo pacotes que incluíam espaço, buffet e decoração. Os contratos tinham preços abaixo do mercado e possibilidade de parcelamento, mas os serviços não teriam sido entregues.

A denúncia afirma que a empresa continuou fechando contratos mesmo durante um processo de colapso financeiro, quando já não teria capacidade operacional para cumprir os compromissos. O dinheiro recebido era direcionado ao pagamento de despesas emergenciais, numa tentativa de preservar uma aparência de funcionamento regular. O MP também sustenta que máquinas e estruturas de cartão de crédito em nome de terceiros eram usadas para ocultar a origem dos valores.

Ainda conforme a acusação, os recursos eram divididos em pequenas quantias e enviados para diferentes contas bancárias. Depois, eram incorporados ao patrimônio pessoal dos denunciados por meio do pagamento de despesas de consumo comum. Simone da Luz Barbosa ainda não tem advogado constituído no processo, conforme o sistema do Tribunal de Justiça do Paraná.

Operações foram encerradas em agosto de 2024

No final de semana de 10 e 11 de agosto de 2024, a empresa encerrou as atividades de forma abrupta, deixando clientes sem atendimento perto da realização dos eventos. O casal Danila Lima e Guilherme Teodoro soube na noite anterior ao casamento que a festa não seria entregue. Com ajuda de amigos e familiares, os dois organizaram uma alternativa, porque a Filia Eventos não havia pago os fornecedores.

Uma estudante também relatou que, depois de os formandos quitarem o contrato, a empresa deixou de responder às mensagens enviadas no grupo criado para tratar do evento.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu que a Justiça estabeleça, na sentença, um valor mínimo para reparar os danos materiais de cada uma das 124 vítimas identificadas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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