Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Júri sobre mortes de Sarah Domingues e Valdir Pereira é dissolvido em Porto Alegre

Sessão começou na quinta-feira (17), mas foi encerrada; uma nova data para o julgamento deverá ser definida pela Justiça.

Júri sobre mortes de Sarah Domingues e Valdir Pereira é dissolvido em Porto Alegre
Foto: Arquivo Pessoal

O Tribunal do Júri que analisava as acusações pelas mortes da estudante Sarah Domingues e do comerciante Valdir dos Santos Pereira foi dissolvido. A sessão havia começado na quinta-feira (17), e uma nova data deverá ser marcada para o julgamento dos três réus que permanecem no processo.

Sarah tinha 28 anos, cursava Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e fazia entrevistas para o Trabalho de Conclusão de Curso quando foi atingida. Valdir tinha 53 anos. Os dois morreram a tiros em 23 de janeiro de 2024, na Ilha das Flores, em Porto Alegre.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Valdir era o alvo do ataque. A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari afirmou que o comerciante foi morto por se opor à atuação do tráfico de drogas na comunidade onde morava. Ela participa do julgamento com o promotor de Justiça Octavio Cordeiro Noronha.

A investigação indicou que os atiradores chegaram ao local em uma motocicleta. Moradores disseram à polícia que dois homens dispararam contra Sarah e Valdir enquanto eles conversavam diante do mercado do comerciante. Pelo menos 15 tiros foram disparados. Sarah foi atingida no peito e em um dos braços, e os dois morreram no local. A mulher de Valdir estava nos fundos do estabelecimento e não foi ferida.

Acusações e investigação

Inicialmente, quatro pessoas foram denunciadas pelo MPRS por homicídios qualificados por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, com arma de fogo de uso restrito. Uma delas foi impronunciada pela Justiça e deixou de ser encaminhada ao Tribunal do Júri. A decisão não equivale a uma absolvição e pode ser revista se surgirem novas provas que justifiquem a reabertura do caso.

As prisões começaram em fevereiro de 2024. Naquele momento, cinco pessoas foram presas temporariamente por suspeita de envolvimento. Conforme a Polícia Civil, entre elas estavam um possível mandante, dois executores e outras duas pessoas apontadas como participantes. Outras cinco eram investigadas.

Sarah desenvolvia uma pesquisa sobre a realidade da comunidade para seu trabalho de conclusão de curso. Ela também participou do movimento estudantil, com atuação no Diretório Central dos Estudantes, na União Nacional dos Estudantes e no Conselho Universitário da UFRGS. Depois da morte, amigos, colegas e entidades estudantis fizeram homenagens. Nascida em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, ela foi enterrada no cemitério municipal da cidade.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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