Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Preenchimento glúteo leva empresária a três cirurgias e internações em Porto Alegre

Patricia Coelho Fernandes afirma que teve infecção após aplicação de ácido hialurônico; clínica contesta responsabilidade e caso tramita na Justiça.

Preenchimento glúteo leva empresária a três cirurgias e internações em Porto Alegre
Foto: Arquivo pessoal

Patricia Coelho Fernandes, de 25 anos, afirma ter enfrentado dores intensas, desmaios, internações e três cirurgias após realizar um preenchimento glúteo com ácido hialurônico. O procedimento ocorreu em Porto Alegre, no início de agosto, e o caso é discutido em uma ação judicial contra a biomédica Carolina Machado Ramos e a Boto Lips Centro Estético Ltda.

Segundo a documentação médica apresentada no processo, houve infecção nos dois lados dos glúteos. Patrícia relata que a dor começou durante a aplicação e que, depois de chegar em casa, teve tremores, calor, tontura e fraqueza. Na madrugada de 4 de agosto, ela diz ter desmaiado mais de uma vez e foi levada pelo marido ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.

A empresária permaneceu internada por alguns dias. Após receber alta, afirma que percebeu aumento do inchaço, escurecimento e elevações na região. Uma avaliação em clínica particular teria indicado a necessidade de tratamento cirúrgico, e ela também procurou o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Cirurgias e recuperação

Em 15 de agosto, Patrícia foi internada no Hospital Moinhos de Vento, conforme a documentação apresentada no processo. A primeira cirurgia ocorreu em 18 de agosto, com drenagem de secreção e retirada de tecido comprometido. O material coletado identificou a bactéria Enterobacter bugandensis.

A segunda operação foi realizada em 27 de agosto, com novo procedimento nos dois lados da região glútea. Em 1º de setembro, houve uma terceira intervenção, também bilateral, para o tratamento local da infecção. Patrícia recebeu alta em 2 de setembro e continuou usando antibióticos e drenos.

Um parecer infectológico apresentado pela defesa da paciente considera que o quadro pode ser compatível com a entrada da bactéria durante o procedimento. Patrícia afirma que ainda teme uma nova internação quando sente dor ou percebe alterações no local.

Versões apresentadas à Justiça

A Boto Lips declarou que utilizou ácido hialurônico regular, preservou os registros de identificação, lote e validade do produto e seguiu protocolos de assepsia, biossegurança e armazenamento. A empresa também informou que Carolina Machado Ramos é biomédica habilitada em Estética e inscrita no Conselho Regional de Biomedicina da 5ª Região, sob o CRBM-5 nº 2007.

A clínica sustenta que Patrícia realizou bronzeamento a jato em outro estabelecimento menos de 30 minutos depois de deixar o local, apesar de ter sido orientada a não fazer o procedimento naquele momento. A empresa afirma que a apuração deve considerar as condutas adotadas no período posterior ao atendimento e que ainda não há decisão judicial sobre eventual responsabilidade.

A advogada Diandra Duflot de Abreu, que representa Patrícia, apresenta uma versão diferente sobre o bronzeamento. Segundo a defesa, a própria biomédica teria recomendado e oferecido o procedimento para reduzir as marcas roxas. A advogada afirma ainda que as médicas que acompanharam o tratamento hospitalar não atribuíram a infecção ao bronzeamento.

A ação por danos morais e materiais foi distribuída à Justiça em 2 de setembro. O processo envolve a biomédica e a Boto Lips Centro Estético Ltda., e os aspectos técnicos ainda serão discutidos no curso da ação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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