Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Petição pede cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso

Deputados do PT afirmam que o parlamentar divulgou um suposto relatório da Polícia Federal para contestar suspeitas da Operação Compliance Zero.

Deputados acionam PGE e pedem inelegibilidade de Nikolas Ferreira por abuso de poder

Três deputados federais do PT pediram à Procuradoria-Geral Eleitoral a cassação do mandato e a declaração de inelegibilidade de Nikolas Ferreira (PL-MG) por oito anos. A representação acusa o parlamentar de divulgar, nas redes sociais, um documento falso atribuído à Polícia Federal para negar suspeitas relacionadas à Operação Compliance Zero.

A ação foi apresentada por Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP). Os deputados sustentam que a conduta configura abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. Também solicitaram a abertura de inquérito criminal para investigar a falsificação de selos públicos e a disseminação de desinformação.

A imagem compartilhada apresentava uma suposta conclusão oficial da Polícia Federal, segundo a qual não haveria indícios de crimes praticados pelo deputado. A corporação negou ter produzido o documento ou realizado a análise indicada nele.

Divergências apontadas no documento

Um laudo técnico anexado à petição aponta inconsistências no material. O documento atribuído à Polícia Federal registrava conversas com datas de janeiro de 2025, enquanto as mensagens reais investigadas ocorreram em março de 2025. A imagem também não tinha assinatura, matrícula de servidor, número de procedimento nem código de verificação.

Outra divergência envolve a página 156. No relatório verdadeiro da Polícia Federal, esse trecho trata de pagamentos a um escritório de advocacia, e não do conteúdo apresentado na imagem que circulou nas redes.

A controvérsia surgiu após a divulgação de mensagens e áudios entre Nikolas Ferreira e o empresário Daniel Vorcaro. O material foi obtido em um celular apreendido pela Polícia Federal durante a operação que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de justiça envolvendo o Banco Master.

Nikolas Ferreira afirmou que não sabia que o documento era falso. Ele disse ter apenas compartilhado uma publicação de outra página e apagado o conteúdo depois da repercussão. Os deputados argumentam que a remoção não elimina o impacto da divulgação e destacam que o parlamentar tem mais de 27 milhões de seguidores em suas contas oficiais. Eles também afirmam que as regras eleitorais exigem a verificação de conteúdos de terceiros antes da publicação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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