Belo Horizonte, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Política

Augusto Cury propõe mudanças no STF e critica polarização eleitoral

Candidato do Avante defendeu julgamento público sobre o Banco Master e pediu esclarecimentos a Flávio Bolsonaro sobre a Operação Dark Horse.

Augusto Cury (Avante) pede que eleitores rejeitem quem estiver na ‘lista de Vorcaro’

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu mudanças na composição e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), além de pedir que o julgamento relacionado às investigações sobre o Banco Master seja público, aberto e televisionado.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (11), durante uma agenda na sede da RECORD, em São Paulo. Cury afirmou esperar que o ministro Edson Fachin, presidente do STF, e os demais integrantes da Corte levem o caso envolvendo o banco até as últimas consequências. Ele também pediu agilidade para que o processo seja concluído antes das eleições.

O candidato fez ainda um apelo aos eleitores sobre eventuais políticos citados em uma lista de nomes ligados a Daniel Vorcaro. “Quem está na lista de Vorcaro não merece o seu voto, seja quem for”, afirmou.

Na proposta para o Supremo, Cury defende que dois terços dos ministros sejam magistrados de carreira. Os demais integrantes seriam escolhidos entre representantes do Ministério Público e da advocacia. Ele também propõe alterar a duração dos mandatos. “Ministros que entram com 40, 41 anos e saem com 75 anos têm que entrar com 50 anos e ficar oito anos”, declarou.

Cury também defendeu o fim da reeleição para presidentes, mecanismo que, segundo ele, “flerta com o comunismo”.

Operação Dark Horse e disputa presidencial

Sobre a Operação Dark Horse, o candidato disse que Flávio Bolsonaro (PL) precisa prestar mais esclarecimentos e defendeu a punição de todos os envolvidos. Cury questionou a experiência profissional do adversário e afirmou ser empresário de várias empresas, com atuação que, segundo ele, alcançou vários estados e outros países.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro, Cury avaliou que o petista “trucidaria” o adversário. Ele disse ainda que esse seria o cenário desejado por Lula e que sua própria candidatura representaria o contrário para o presidente.

Críticas à polarização

Cury criticou a concentração do debate político nas disputas entre Lula, Flávio Bolsonaro e na crise do STF. Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que “o Brasil está sendo governado por um celular apreendido”, em referência às mensagens contidas no aparelho de Daniel Vorcaro.

Entre os temas que considera deixados em segundo plano, citou os feminicídios e os jovens que não trabalham nem estudam. Também propôs fortalecer micro e pequenas empresas, com a meta de que o Brasil chegue a pelo menos 10 milhões de microempresas nos próximos anos. Outra sugestão é dividir o BNDES em duas instituições: uma para pequenos e microempresários e outra para grandes empresas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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