Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Casa Branca acusa Brasil de não combater PCC e Comando Vermelho

Relatório enviado ao Congresso dos EUA classifica as facções como ameaça global e pede medidas urgentes do governo brasileiro.

Casa Branca acusa Brasil de não combater PCC e Comando Vermelho
Foto: DW/Deutsche Welle

Um relatório assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusa o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O documento foi enviado ao Congresso americano em 15/09 e afirma que as duas organizações criminosas representam uma ameaça à segurança mundial.

A Casa Branca avalia anualmente os países relacionados à produção ou às rotas do tráfico de drogas. O relatório também analisa as ações adotadas por governos estrangeiros para combater o narcotráfico, em cumprimento a uma exigência legal dos Estados Unidos.

Segundo o documento, o Brasil teria sido transformado pelo PCC e pelo CV em um ponto de conexão para o fluxo global de cocaína. A avaliação afirma que, enquanto outros governos ocidentais implementam medidas para combater cartéis, o governo brasileiro não tomou providências consideradas suficientes.

As duas facções foram recentemente incluídas pelos Estados Unidos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, conhecida pela sigla FTO. O governo americano pediu que o Brasil adote medidas urgentes contra os grupos. “Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”, afirma o relatório.

Brasil fora de listas específicas

Apesar das críticas, o Brasil não aparece na relação oficial de países classificados pelos Estados Unidos como produtores ou pontos de trânsito de drogas. Também não foi incluído na categoria de governos que falharam de forma demonstrável no cumprimento de suas obrigações.

A presença do Brasil no relatório representa uma mudança em relação ao documento de 2025, quando o país não havia sido mencionado. Ao todo, 23 países foram classificados como locais de produção ou trânsito de drogas. A lista inclui China, Afeganistão, Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Paquistão, Peru e Venezuela.

O relatório também acusa Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia de não cumprir obrigações previstas em acordos internacionais de combate ao narcotráfico. Sobre Venezuela, Bolívia e Colômbia, o documento afirma que mudanças recentes de governo criaram oportunidades para a cooperação com os Estados Unidos, embora ainda sejam necessárias novas medidas.

México e Canadá também foram cobrados. Os Estados Unidos querem ações mais rigorosas do México contra cartéis e medidas canadenses para encerrar laboratórios clandestinos de drogas. Em relação à China, o relatório diz que Pequim precisa reduzir o fluxo de substâncias usadas na produção de fentanil, apesar de uma conversa entre Trump e o presidente Xi Jinping sobre o tema.

Washington ressalva que a inclusão de um país na relação não significa, necessariamente, uma avaliação negativa dos esforços de seu governo. Segundo o documento, também são considerados fatores geográficos, comerciais e econômicos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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