Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Candidatos apresentam propostas para Judiciário, economia e infraestrutura após crise no STF

Presidenciáveis adotaram estratégias distintas após o adiamento de julgamento envolvendo Alexandre de Moraes e a sessão turbulenta do STF.

Candidatos apresentam propostas para Judiciário, economia e infraestrutura após crise no STF

A crise no Supremo Tribunal Federal levou candidatos à Presidência a apresentarem propostas para o Judiciário, a economia e a infraestrutura nesta quarta-feira (16). As manifestações ocorreram um dia depois de uma sessão turbulenta na Corte e incluíram críticas ao governo, ao Congresso e aos próprios ministros do STF.

Flávio Bolsonaro concentrou sua agenda no Nordeste e evitou entrar nos embates do Judiciário. Em Juazeiro do Norte (CE), o senador afirmou que pretende ser reconhecido como o “novo Visconde de Mauá” e prometeu destravar projetos de infraestrutura, com prioridade para ferrovias como a Transnordestina. Segundo ele, as medidas ajudariam a reduzir custos de transporte e a garantir a segurança alimentar.

O senador também defendeu a conclusão de obras de irrigação, a modernização de portos e a ampliação de ramais da transposição do Rio São Francisco. Ao tentar se aproximar do eleitorado regional, apresentou-se como “o carioca mais nordestino que todos no Brasil já viram”.

Críticas e propostas de pacificação

Ronaldo Caiado, do PSD, usou um almoço com empresários do grupo YPO, em São Paulo, para criticar Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O ex-governador de Goiás disse que o país precisa de um pacificador e acusou Lula de omissão por não fazer um pronunciamento à nação sobre a crise no STF. Também afirmou que Flávio não teria autoridade moral nem condições de pacificar o país.

Caiado mencionou as polêmicas relacionadas ao filme Dark Horse e os pedidos de financiamento atribuídos a Flávio Bolsonaro junto a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Para ele, um candidato à Presidência precisa estar acima de qualquer suspeita e demonstrar “mãos limpas”.

Na área econômica, o candidato defendeu o corte de gastos nos três Poderes, uma reforma administrativa e a limitação do crescimento das despesas públicas à metade do crescimento econômico do ano anterior. A declaração ocorreu em um dia de decisão do Copom, diante da preocupação do empresariado com a taxa de juros.

Mudanças no Supremo

Augusto Cury, candidato pelo Avante, afirmou em entrevista ao Flow Podcast que Brasília vive um “manicômio global” dominado por projetos de ego. Ele avaliou que a fragilidade do Congresso permite que o STF avance sobre atribuições do Legislativo e até legisle.

Como proposta, Cury disse que provocaria o Congresso na primeira semana de um eventual governo para implementar mandatos de oito anos para os ministros do STF, encerrando a vitaliciedade. Também defendeu a investigação rigorosa de eventuais irregularidades na Corte e um pacto de pacificação entre lideranças partidárias e o presidente do STF, Edson Fachin.

Renan Santos, do partido Missão, adotou tom mais duro em um encontro com apoiadores em Londrina (PR). Ele defendeu o afastamento e a prisão de todos os ministros do STF envolvidos no escândalo do Master. O candidato ainda propôs critérios mais rígidos para futuras indicações, a limitação de decisões monocráticas e o fortalecimento da fiscalização do Senado.

Santos relatou ter feito uma transmissão ao vivo após a sessão de terça-feira (15), ao lado do deputado Kim Kataguiri. Na ocasião, chamou Fachin de “fraco” e classificou o cenário da Corte como “horroroso”.

Governo tenta mudar o foco

No campo governista, José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, avaliou que o adiamento do julgamento sobre o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes permitiu trazer o jogo de volta ao zero. Ele afirmou que a campanha do PT deve trabalhar para ampliar a rejeição a Flávio Bolsonaro.

Guimarães disse acreditar que o debate voltará a se concentrar em temas eleitorais até outubro e evitou comentar as declarações de Lula. Em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, o presidente defendeu Moraes e afirmou que o ministro prestou um serviço à democracia nas eleições de 2022, ao enfrentar tentativas de descredibilizar as urnas eletrônicas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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