Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Clubes calculam perdas de patrocínio com possível restrição a apostas

Medida Provisória em preparação prevê proibição de jogos online e limites severos para apostas esportivas no Brasil.

Clubes calculam perdas de patrocínio com possível restrição a apostas

Clubes de futebol e empresas de apostas articulam respostas políticas e jurídicas diante de uma Medida Provisória que o Governo Federal prepara para proibir jogos online e impor restrições severas às apostas esportivas no país. O texto ainda é concluído pelos ministérios, e o Palácio do Planalto pretende publicá-lo em breve.

A possível mudança ameaça contratos comerciais que sustentam parte das receitas do futebol brasileiro. Estimativas preliminares indicam que o setor poderia perder cerca de R$ 1 bilhão em acordos de patrocínio caso a proibição seja adotada. Dirigentes de equipes discutem uma atuação conjunta em Brasília para tentar reduzir os efeitos da medida.

Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo mantêm contratos anuais superiores a R$ 100 milhões com plataformas de apostas. O impacto também alcançaria clubes de menor porte e veículos de comunicação responsáveis pela transmissão de partidas, que dependem das receitas publicitárias ligadas ao segmento.

As empresas de apostas, por sua vez, avaliam recorrer ao Poder Judiciário se as restrições forem confirmadas. Representantes das operadoras sustentam que regras muito rígidas podem levar apostadores a sites clandestinos e não registrados, que não recolhem tributos.

Argumento social e impacto fiscal

A proposta ganhou força após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos efeitos sociais das apostas. O chefe do Executivo mencionou o endividamento das famílias e a dependência psicológica e afirmou que pretende agir para conter a expansão das plataformas.

“é uma doença, não é um jogo. É a indução de inocentes a um vício”, declarou Lula ao falar sobre o tema.

Apesar da intenção de endurecer as regras, o Executivo também considera a arrecadação pública gerada pela atividade, que chegou a cerca de R$ 10 bilhões até julho de 2026. O desenho final da medida ainda está em elaboração pelos ministérios.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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