A parcela dos brasileiros que dizem não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 56%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 14. O resultado representa aumento de 10 pontos em relação a agosto. No mesmo período, o grupo que afirma confiar muito na Corte caiu de 18% para 9%.
Também houve variação entre os entrevistados que dizem confiar pouco no STF: eram 33% e passaram a 30%. Os que não sabem ou não responderam correspondem a 5%.
O levantamento foi realizado durante o agravamento de uma crise envolvendo o Supremo. O cenário se intensificou após a divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro e do ministro Alexandre de Moraes. Depois disso, o ministro André Mendonça determinou a retirada do sigilo do processo, em um episódio que resultou em disputa entre ministros. Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade.
Comparação com outras instituições
O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para esta terça-feira, 15, uma sessão para decidir se será aberta investigação contra Moraes. O pedido contra Mendonça será analisado no dia 23.
A pesquisa também indica que o Supremo tem hoje uma avaliação de confiança inferior à da Presidência da República e à do Congresso Nacional. Na Presidência, 41% afirmam não confiar, 34% dizem confiar pouco e 22% confiam muito. Outros 3% não sabem ou não responderam.
No Congresso, 46% declaram não confiar, enquanto 44% confiam pouco e 7% confiam muito. A parcela que não sabe ou não respondeu é de 3%. Conforme o levantamento, as duas instituições melhoraram sua avaliação junto à população, ao contrário do STF.
A Quaest ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais em entrevistas realizadas a domicílio entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem o protocolo BR-03607/2026.



