Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Conselho arquiva apuração sobre Gonet, e Gilmar critica exposição do caso

Ministro afirma que decisão não encontrou impedimento para atuação do procurador-geral em processos do Banco Master.

Conselho arquiva apuração sobre Gonet, e Gilmar critica exposição do caso
Foto: Rosinei Coutinho/STF

A decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal de arquivar o pedido de investigação contra Paulo Gonet provocou uma manifestação de Gilmar Mendes sobre a exposição do procurador-geral da República. Em publicação no X, o ministro do Supremo Tribunal Federal afirmou que o resultado confirmou não haver impedimento para Gonet continuar atuando em processos do Banco Master.

O colegiado encerrou o procedimento por cinco votos a quatro. A maioria entendeu que não havia indícios de irregularidades na atuação de Gonet no caso. O voto decisivo foi apresentado pelo presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal, Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino.

Críticas à divulgação da investigação

Gilmar questionou a retirada do sigilo durante a apuração e disse que a medida expôs a reputação do procurador-geral antes da conclusão do caso. “Levanta-se o sigilo, submete-se a reputação de um homem honrado a ataques rasteiros nas redes sociais”, escreveu.

A crítica foi dirigida indiretamente a André Mendonça, ministro responsável pelas investigações do caso Master no STF. Gilmar afirmou ainda que o dano à imagem de Gonet já estava consumado quando o procedimento foi arquivado. Também mencionou a ocorrência de vazamentos seletivos e relacionou a tramitação do inquérito ao ciclo eleitoral.

O pedido de investigação teve como base um relatório da Polícia Federal sobre a proximidade entre Gonet e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os dois viajaram para Londres para participar de uma degustação de uísque e charutos. O documento também registrou contatos entre o procurador-geral e o banqueiro por meio do advogado Ciro Soares, além de conversas telefônicas e mensagens.

Gonet pediu a nulidade do relatório e acusou Mendonça de conduzir o caso com parcialidade. A análise do Conselho Superior do Ministério Público Federal considerou se as informações reunidas pela PF poderiam impedir a atuação de Gonet em ações nas quais Vorcaro é réu e se indicariam ilegalidades.

Na mesma publicação, Gilmar manifestou solidariedade a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Mendonça havia determinado o afastamento do delegado por potenciais ilicitudes na elaboração de relatórios de inteligência. Depois de decisões da Segunda Turma do STF, de Flávio Dino e de Edson Fachin, Rodrigues permaneceu no cargo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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