Deltan Dallagnol (Novo) voltou a ter acesso ao Instagram, mas continua impedido de realizar atos de campanha por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato ao Senado pelo Paraná afirmou, em vídeo publicado no X, que uma nova decisão judicial permitiu a reativação da conta.
A suspensão havia sido determinada na última quinta-feira, 24, após uma denúncia de propaganda eleitoral irregular apresentada pelo aplicativo Pardal. A juíza Cláudia Cristina Cristofani entendeu que o perfil continuava ativo e publicava conteúdo eleitoral, contrariando uma decisão anterior do TSE.
Na última segunda-feira, 21, o tribunal havia proibido Dallagnol de fazer campanha em qualquer meio. No vídeo divulgado na tarde deste domingo, 27, ele afirmou que ainda não pode pedir votos, mas que sua candidatura ao Senado pelo Estado do Paraná permanece.
"O meu nome estará na urna no dia 4 de outubro, mas eu estou há oito dias proibido pelo TSE de fazer atos de campanha", disse Dallagnol. A nova decisão mencionada por ele ainda não havia sido divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
Medidas contra apoiadores
Conforme a decisão da última quinta-feira, Dallagnol teria 24 horas para desativar o Instagram ou apagar as publicações eleitorais. A conta removeu conteúdos desse tipo e passou a exibir comentários sobre pesquisas, a decisão do TSE e críticas a outros candidatos. A descrição do perfil informa a proibição de fazer campanha.
Também no domingo, o TRE-PR notificou os deputados Filipe Barros (PL) e Guilherme Kilter (Novo), além do advogado Jeffrey Chiquini. Eles foram orientados a apagar, em 24 horas, publicações consideradas uma forma de campanha substitutiva em favor de Dallagnol.
A proibição da campanha foi determinada após pedidos da Coligação Paraná para Todos e da Federação Brasil da Esperança, que reúne PT e PDT. A medida se baseia em um julgamento de 2023, quando o TSE cassou o mandato de Dallagnol e o declarou inelegível por reconhecer fraude à Lei da Ficha Limpa em seu pedido de exoneração do Ministério Público Federal, em novembro de 2021.
Apesar disso, o TRE-PR liberou a candidatura no início de setembro, ao entender que a inelegibilidade não se aplicava mais porque os procedimentos disciplinares não haviam se transformado em processos administrativos disciplinares formais.



