RIO GRANDE DO SUL — Oito candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul participaram, na manhã desta sexta-feira (11), de um debate promovido pela Rádio Gaúcha. Mediado pela jornalista Andressa Xavier, o encontro durou cerca de duas horas e tratou de violência contra a mulher, crise no Supremo Tribunal Federal (STF), regulamentação das bets, soberania nacional e fim da escala 6x1.
No primeiro bloco, os participantes tiveram temas sorteados para apresentar propostas e escolheram adversários para debater. Frederico Antunes (PSD), deputado estadual e líder do governo Eduardo Leite (PSD) na Assembleia Legislativa, defendeu medidas de proteção a mulheres vítimas de violência, como o uso de tornozeleira eletrônica por autores de crimes, maior rapidez do Judiciário e casas de acolhimento para mães e filhos.
A ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PSOL) abordou a emergência climática e as enchentes no Rio Grande do Sul. Ela afirmou que parte dos recursos enviados ao estado para obras de segurança não foi utilizada e relacionou a situação ao que chamou de negacionismo climático.
STF, segurança e relações de trabalho
Sanderson (PL), deputado federal, disse que o Senado deve atuar para conter abusos atribuídos a ministros do STF. O candidato também fez acusações contra Alexandre de Moraes relacionadas a um contrato que, segundo ele, envolveria a esposa do ministro.
Marcel van Hattem (Novo) defendeu a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. Ele afirmou que esses grupos atuam no Brasil e internacionalmente e disse que pretende retomar a discussão sobre o tema no Senado.
Milton Cardoso (PSDB) declarou que pretende pedir a prisão de integrantes do STF e citou Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Já Renato Jaguarão (Cidadania), poeta e compositor, disse não ser contrário ao fim da escala 6x1, mas defendeu que empregados e empregadores negociem diretamente a organização do trabalho. Para ele, a discussão também deve considerar os salários e o poder de compra.
O ex-governador gaúcho Rigotto (MDB) criticou a regulamentação das bets feita pelo governo federal. O texto não detalha, porém, as propostas apresentadas por ele durante o debate.
Aposentadoria e planos de saúde
Paulo Pimenta (PT), deputado federal, ex-ministro da Secom e líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre aposentadoria e INSS. Ele defendeu que trabalhadores que contribuíram durante a vida mantenham, após a aposentadoria, um benefício correspondente ao valor sobre o qual fizeram os pagamentos. Também anunciou a intenção de apresentar um projeto para regulamentar o reajuste dos planos de saúde, especialmente para pessoas com mais de 60 anos.
No segundo bloco, os candidatos discutiram temas livres e fizeram suas considerações finais. As regras previam um minuto para a apresentação de cada participante e debates sobre assuntos sorteados ainda na primeira etapa.



