Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) concentraram o debate presidencial desta sexta-feira, 18, em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao reajuste do Bolsa Família e aos adversários que lideram as pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ausentes do encontro.
O debate foi promovido pelo portal Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda e pela plataforma G4. As desistências de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) reduziram o número de participantes.
Críticas ao Supremo
Em confronto com Cury, Zema afirmou que o STF se tornou um “balcão de negócios”. O candidato do Novo defendeu o fim de decisões monocráticas de magistrados e mencionou uma idade mínima de 60 anos para ministros da Corte. Também chamou Davi Alcolumbre (União), presidente do Senado, de “acovardado” e disse que ele impede a votação de pedidos de impeachment de ministros.
Cury também criticou o Supremo e defendeu uma reforma no Judiciário, mandato de oito anos para ministros do STF e investigação de “ministros corruptos”. O candidato do Avante classificou a reeleição, o desequilíbrio entre os Poderes da República e a interferência do Executivo como “cânceres”.
Bolsa Família e propostas econômicas
No último bloco, Zema questionou Cury sobre o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula a 17 dias do primeiro turno das eleições. Cury chamou a medida de eleitoreira. Zema disse apoiar o programa, mas defendeu mais portas de saída do que de entrada e propôs oferecer R$ 5 mil a quem deixar o benefício para assumir um emprego com carteira assinada. Ele também classificou o reajuste como demagogia.
Questionado por Samara sobre economia, Zema defendeu a saída do Brasil dos Brics, grupo que chamou de “colcha de retalhos”, e afirmou que os interesses defendidos pelos países são os da China.
Samara priorizou temas educacionais e a proteção das mulheres. Ela defendeu responsabilizar plataformas e redes sociais por crimes de ódio contra mulheres na internet, além de mais investimento federal na educação e oposição à privatização de escolas. Sobre a proposta de Cury de usar drones para monitorar agressores, classificou a medida como insuficiente.



