Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Política

Die Linke e AfD vencem eleições regionais e pressionam partidos tradicionais na Alemanha

Resultados em Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental ampliam a força de partidos radicalizados e enfraquecem CDU e SPD.

Die Linke e AfD vencem eleições regionais e pressionam partidos tradicionais na Alemanha

As eleições estaduais realizadas neste domingo (20) na Alemanha confirmaram o avanço de forças políticas radicalizadas. O Die Linke venceu em Berlim, enquanto a Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em primeiro lugar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. A CDU, partido do chanceler Friedrich Merz, não conseguiu eleger representantes para um parlamento regional pela primeira vez na história do país.

Os resultados reforçam o enfraquecimento da CDU, de centro-direita, e do SPD, de centro-esquerda, que dominaram a política alemã desde o pós-guerra. Em Berlim, o Die Linke absorveu votos do SPD. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD retirou apoio da CDU, que obteve 4,9% e ficou abaixo da cláusula de barreira de 5%.

Disputa em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental

A AfD terminou a eleição em primeiro lugar, com 38,2% dos votos, seguida pelo SPD, com 35,5%. Die Linke, Verdes e CDU tiveram 6,5%, 5,7% e 4,9%, respectivamente. O resultado consolidou a AfD como uma força relevante na região correspondente à antiga Alemanha Oriental. Há duas semanas, o partido também havia vencido a eleição na vizinha Saxônia-Anhalt, com 44%.

Apesar da liderança, o desempenho ficou abaixo do que as pesquisas indicavam antes da votação. A governadora do SPD, Manuela Schwesig, cresceu na reta final e pode continuar no cargo. A coalizão mais provável é formada por SPD, Die Linke e Verdes.

Cenário fragmentado em Berlim

O Die Linke obteve 25,7% em Berlim, à frente da CDU, com 18,8%, da AfD, com 16,3%, dos Verdes, com 14,3%, e do SPD, com 12,1%. A liderança coube a Elif Eralp, de 45 anos, que concentrou a campanha na questão da habitação.

Para governar, Eralp precisará formar uma maioria. Uma possibilidade reúne Die Linke, Verdes e SPD; a outra combina CDU, Verdes e SPD. O SPD, porém, tem restrições a posições do Die Linke, incluindo a socialização de empresas de habitação e declarações de alguns dirigentes consideradas antissemitas.

Pressão sobre Friedrich Merz

O resultado aumentou a pressão sobre Friedrich Merz. A derrota da CDU nas eleições de setembro é vista como um protesto contra o governo, enquanto surgiram rumores de uma revolta interna no partido.

Merz classificou o resultado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental como um “desastre”, mas também defendeu a continuidade das reformas que implementa na Alemanha. A próxima eleição regional ocorrerá apenas em 2027. A economia alemã deve crescer 1,3% este ano, o que tecnicamente tiraria o país da crise econômica.

O chanceler deverá dedicar esta semana a prestar explicações à CDU e a conter a insatisfação interna. Também há descontentamento no SPD, integrante da coalizão federal. O fortalecimento da ala do SPD crítica a Merz amplia a pressão sobre o chanceler para concluir o mandato.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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