Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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AfD promete romper com o passado alemão em disputa por governo regional

Partido de extrema direita tenta conquistar o governo da Saxônia-Anhalt e mantém propostas de deportação em massa e saída da União Europeia.

AfD promete romper com o passado alemão em disputa por governo regional
Foto: Annegret Hilse/Reuters

A Alternativa para a Alemanha (AfD) tenta conquistar o governo da Saxônia-Anhalt em uma eleição marcada pelo peso simbólico de uma eventual vitória da extrema direita, quase um século após a ascensão de Adolf Hitler e do Partido Nazista no país.

O principal candidato da legenda, Ulrich Siegmund, busca uma maioria superior às 39 cadeiras que as pesquisas de opinião apontam como certas para o partido. A cláusula de barreira de 5% pode dificultar a formação de uma maioria parlamentar, especialmente com a presença de mais siglas no Parlamento estadual. A polícia alemã trabalha com a possibilidade de protestos e violência caso o resultado esperado pela AfD não seja alcançado.

A votação ocorre neste domingo (6). Se conseguir indicar Siegmund como ministro-presidente, cargo equivalente ao de governador, a AfD formará o primeiro governo de extrema direita da Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Criado por economistas em 2013, durante a crise do euro, o partido ganhou força com posições contra a imigração e com críticas a pautas associadas à esquerda, como ambientalismo, transição energética e direitos de minorias. A sigla também se opõe a medidas ligadas ao período de portas abertas adotado por Angela Merkel em 2015.

A legenda tem mantido o discurso radical sem adotar a moderação vista em outros partidos populistas europeus. Em 2024, Siegmund foi flagrado discutindo reimigração com empresários em uma reunião secreta em Potsdam. Dois anos mais tarde, Alice Weidel, colíder da AfD, usou o termo em um discurso associado a Elon Musk, na véspera da eleição federal. Na ocasião, a sigla conquistou a segunda maior bancada do Bundestag.

Entre as propostas do partido estão a deportação em massa, a proibição de professores expressarem opinião em sala de aula, a demissão de profissionais de saúde estrangeiros, o fim do imposto de radiodifusão e a saída do euro e da União Europeia. Segundo o Instituto de Economia Alemã, os dois últimos pontos custariam € 690 bilhões (R$ 4,06 trilhões) ao país nos primeiros cinco anos de uma eventual separação, além de 2,5 milhões de postos de trabalho.

A AfD apresenta o objetivo de zerar o passado da Alemanha, retirando da geração atual o peso associado ao experimento totalitário. Críticos do partido veem nessa promessa uma tentativa de afastar a responsabilidade histórica, enquanto parte do eleitorado defende a ideia de substituir políticos tradicionais, considerados incapazes de produzir mudanças.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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