Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Fiesp mobiliza entidades para manifesto sobre crise institucional no STF

Federação articula abaixo-assinado para pedir manifestação do plenário do Supremo sobre a crise ligada ao Banco Master.

Fiesp mobiliza entidades para manifesto sobre crise institucional no STF
Foto: Pedro Affonso -12.fev.25/Folhapress

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) começou a mobilizar sindicatos patronais e associações setoriais para um abaixo-assinado sobre a crise institucional relacionada ao escândalo do Banco Master. A proposta é pedir que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se manifeste e discuta o caso.

O rascunho preparado pela entidade afirma que a República enfrenta um teste de integridade inédito e que as crises de Brasília colocam as instituições em risco. A previsão é divulgar o manifesto entre os dias 8 e 10. Os organizadores decidiram não publicar o documento no feriado de 7 de Setembro para evitar interpretações de uso político da crise em período eleitoral.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também prepara um manifesto e informa ter reunido mais de mil assinaturas de associações e federações comerciais. Entre as entidades que aderiram estão o Sindibrinquedos, ligado à indústria de brinquedos, e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmam que também participarão.

Adesões e receios

A articulação busca assinaturas de representantes da indústria, do comércio, do agronegócio, dos transportes e de cooperativas. Alguns potenciais signatários, porém, demonstram receio de se envolver em polêmicas e de que a iniciativa seja interpretada como partidarização da Fiesp.

A entidade viveu uma crise em 2022, quando era presidida por Josué Gomes da Silva. O episódio envolveu uma tentativa de destituição do dirigente por opositores que o acusavam de ligação com o PT. Josué é filho de José Alencar, vice-presidente de Lula entre 2003 e 2010. Um dos pontos do conflito foi um manifesto que destacava o papel do Judiciário na defesa da democracia.

Paulo Skaf presidiu a Fiesp de 2004 a 2021 e retornou ao cargo em 2026 com atuação em temas além da indústria. Nos últimos meses, participou de debates sobre segurança pública, convidou o ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador para um seminário e elogiou o presidente do país, Nayib Bukele. Antes de assumir, anunciou conselhos superiores com nomes que integraram o governo de Jair Bolsonaro, incluindo Sergio Moro e Joaquim Alvaro Pereira Leite, mas negou viés político.

Mensagens e contrato

A preparação do manifesto ganhou força após a divulgação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Também houve reação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a anulação do relatório da Polícia Federal.

Em janeiro, a Fiesp exibiu a bandeira do Brasil na fachada após a revelação de um contrato de R$ 130 milhões mantido pelo escritório da mulher de Moraes com o Master. A entidade já havia usado a bandeira durante as investigações da Lava Jato e em manifestações de apoio ao impeachment de Dilma Rousseff.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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