Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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AfD avança em Mecklemburgo, e A Esquerda cresce em Berlim

Resultados provisórios mostram desempenho recorde dos dois partidos, mas apenas a legenda de esquerda aparece com possibilidade de liderar um governo.

AfD avança em Mecklemburgo, e A Esquerda cresce em Berlim
Foto: DW/Deutsche Welle

A AfD ficou em primeiro lugar na eleição estadual de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, com 37,9% dos votos, mas os demais partidos rejeitam uma coalizão com a legenda de ultradireita. Em Berlim, A Esquerda alcançou 25,3% e abriu caminho para tentar formar uma coalizão com os Verdes e o Partido Social-Democrata (SPD).

Os resultados provisórios foram divulgados pelas autoridades locais neste domingo (20/09). Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD mais do que dobrou os 16,7% obtidos na eleição estadual anterior. Esse foi o segundo melhor resultado estadual da legenda desde sua fundação, em 2013, atrás dos 43,8% registrados na Saxônia-Anhalt há duas semanas.

O SPD, liderado no estado pela governadora Manuela Schwesig, ficou em segundo lugar, com 35,7%. A Esquerda obteve 6,7%. Os Verdes chegaram a 5,4%, e a União Democrata Cristã (CDU), a 5%. As duas siglas ultrapassaram por pouco a cláusula de barreira de 5% para garantir cadeiras no Parlamento local. O Partido Liberal Democrático (FDP) teve 1%, enquanto a Aliança por Justiça Social e Racionalidade Econômica (BSW) ficou com 4,9% e não assegurou assentos.

Com 1,6 milhão de habitantes, o estado é governado pelo SPD desde 1998. A continuidade da coalizão entre os social-democratas e A Esquerda é considerada bastante improvável porque os dois partidos não alcançaram maioria. O SPD pode tentar um governo de minoria ou buscar uma aliança com a CDU e os Verdes.

Resultado em Berlim

Na capital alemã, A Esquerda praticamente dobrou sua votação em relação ao pleito estadual anterior e superou a CDU, que recebeu 19% dos votos. A legenda conservadora teve queda de nove pontos percentuais em comparação com 2023. A AfD ficou em terceiro, com 16,3%, crescimento de sete pontos percentuais, embora abaixo do previsto em pesquisas anteriores.

Os Verdes obtiveram 14,4%, e o SPD, 12,1%, seu pior resultado no estado. A BSW alcançou 4,8% e ficou abaixo da cláusula de barreira de 5%.

A candidata de A Esquerda à Prefeitura de Berlim, Elif Eralp, afirmou após as primeiras projeções: “Nosso programa venceu a eleição”. Aos 45 anos, ela é advogada, deputada e vice-presidente do diretório estadual do partido.

A crise habitacional e a expropriação de grandes empresas imobiliárias foram os principais temas da campanha. Eralp defendeu a regulamentação dos aluguéis e a expropriação dessas empresas. Se o resultado for confirmado, ela deverá buscar uma coalizão com os Verdes e o SPD. A direção estadual dos social-democratas, porém, se opõe aos planos de desapropriação.

Quase 2,5 milhões de pessoas estavam aptas a votar em Berlim. Se conseguir formar uma coalizão, A Esquerda governará a capital alemã pela primeira vez.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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