Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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AfD avança em eleições na Alemanha, mas enfrenta isolamento político

Partido foi o mais votado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e cresceu em Berlim, sem aliados para formar governos.

AfD avança em eleições na Alemanha, mas enfrenta isolamento político

A falta de parceiros para formar maiorias deve manter a Alternativa para a Alemanha (AfD) fora dos governos estaduais após as eleições realizadas neste domingo (20/09) em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim. A legenda conservadora União Democrata Cristã (CDU), do chanceler federal Friedrich Merz, e os demais partidos alemães rejeitam uma coalizão com a sigla de ultradireita.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD alcançou 38,3% dos votos e ficou à frente do Partido Social-Democrata (SPD), da governadora Manuela Schwesig, conforme resultados provisórios das autoridades locais. O desempenho, porém, não assegura à legenda uma maioria parlamentar nem um caminho definido para assumir o governo.

Em Berlim, a AfD obteve 16,3% dos votos. Embora tenha ampliado sua votação, o resultado ficou abaixo da expectativa do partido, que pretendia se tornar a principal força política da capital alemã.

Pressão por espaço no governo

A direção nacional da AfD defende a possibilidade de liderar administrações estaduais. Após os resultados, a copresidente Alice Weidel afirmou: “Até mesmo em um governo minoritário, por mim”. Ela também declarou que a legenda se tornou a força capaz de suceder a CDU, depois das perdas expressivas do partido conservador nas duas eleições.

O copresidente Tino Chrupalla disse que a AfD recebeu “claramente o mandato para governar” e afirmou que a sigla está aberta a negociar com todos os partidos. Também pediu a renúncia de Friedrich Merz.

A estratégia para transformar o avanço eleitoral em governo continua indefinida. Na Saxônia-Anhalt, onde a AfD teve uma vitória expressiva duas semanas antes, a legenda por pouco não obteve a maioria absoluta das cadeiras na Assembleia Legislativa. Mesmo assim, nenhum partido parece disposto a integrar uma coalizão.

Ulrich Siegmund, candidato da AfD ao governo da Saxônia-Anhalt, havia descartado tanto um governo minoritário quanto uma administração que não fosse formada exclusivamente pela legenda. A ausência de aliados mantém incerto o próximo passo do partido.

Campanha marcada por controvérsias

O crescimento eleitoral ocorreu em meio a protestos de alianças da sociedade civil contra a AfD em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim. A campanha também foi afetada por episódios envolvendo candidatos e colaboradores.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, um político deixou a disputa depois que veio a público uma condenação por assalto a banco. Outro candidato desistiu de concorrer à Assembleia Legislativa após perder a carteira de motorista por dirigir embriagado.

Em Berlim, drogas e objetos de culto nazista foram encontrados com um colaborador da candidata da AfD ao cargo de prefeita. A legenda também é associada a declarações e gestos que fazem referência positiva ao período nazista. Björn Höcke, líder estadual da AfD na Turíngia, foi condenado duas vezes a multas por usar um slogan associado à Sturmabteilung (SA), organização paramilitar ligada ao partido nazista de Adolf Hitler.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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