Belo Horizonte, Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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Decisão de Fachin mantém Andrei Rodrigues à frente da Polícia Federal por enquanto

Presidente do STF suspendeu afastamentos determinados por André Mendonça e Flávio Dino e abriu prazo para manifestação do diretor-geral da PF.

Decisão de Fachin mantém Andrei Rodrigues à frente da Polícia Federal por enquanto

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão do plenário prevista para a tarde desta quarta-feira após decisões conflitantes envolvendo a direção da Polícia Federal. No mesmo contexto, manteve Andrei Rodrigues no cargo até uma nova análise e determinou que ele se manifeste em 48h sobre relatórios de inteligência atribuídos à corporação e o suposto monitoramento ilegal do ministro André Mendonça.

O prazo foi estabelecido a partir de um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). Depois da manifestação, Fachin deverá avaliar a permanência de Rodrigues na direção da PF.

Liminar de Mendonça é suspensa

Fachin suspendeu a decisão de Mendonça que havia afastado Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Em outro processo, também revogou a liminar de Flávio Dino que suspendia a determinação de Mendonça. Com as duas medidas, o presidente do STF interrompeu os efeitos das decisões e manteve Rodrigues na função até uma nova avaliação.

Mendonça havia determinado, na manhã de terça-feira, 8, o afastamento de Rodrigues. A mesma decisão retirou Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial. Cerca de 24 horas depois, na manhã desta quarta-feira, 9, Dino reverteu a medida em outra ação que tramita no Supremo e retomou os cargos de Andrei e Almada.

Ao justificar a decisão, Fachin afirmou que cabe à Presidência do STF assegurar o exercício das funções jurisdicionais dos ministros sem interferências indevidas. Ele classificou como grave a existência de decisões de ministros sendo contestadas dentro da própria Corte enquanto ainda estavam pendentes um julgamento na Segunda Turma e um pedido de suspensão de liminar sob análise da Presidência.

Fachin disse que atuou para fazer um “saneamento amplo de feitos em tramitação” diante do conflito entre as decisões de Mendonça e Dino. Segundo o presidente do STF, os temas já estavam sob sua análise, e a Presidência era a autoridade competente para decidir sobre eles.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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