Flávio Bolsonaro (PL) foi associado, nas redes sociais, a uma proposta para retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. A informação é falsa, e a GloboNews se retratou publicamente após trechos de um comentário exibido no programa “Em Pauta” circularem fora de contexto.
A retratação foi lida pela apresentadora Marcelly Setúbal. A jornalista Maria Cristina Fernandes havia analisado uma possível reação da Igreja Católica a movimentos evangélicos e afirmado que esse cenário poderia favorecer a candidatura de Lula. O comentário original não mencionava Flávio Bolsonaro nem atribuía a ele apoio ou autoria de qualquer proposta.
O projeto citado nas publicações foi apresentado pelo ex-deputado Professor Victório Galli em 2007, com o número PL 2.623/2007. A iniciativa previa somente uma alteração na redação da lei relacionada ao feriado de 12 de outubro. O projeto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008.
Em vídeo, Flávio classificou a história como “mentira”, atribuiu os boatos à militância petista e reafirmou seu respeito a todas as religiões. O candidato também compartilhou em suas redes sociais o pedido de desculpas feito pela emissora.
Possível ação no TSE
A equipe jurídica de Flávio avalia recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para identificar os perfis responsáveis pela circulação da desinformação.
Antes da polêmica, o senador havia declarado que pretendia declarar o Brasil pertencente a Jesus Cristo. A Igreja Católica, por sua vez, mobiliza fiéis com orientações de voto baseadas na consciência social e com manifestações de lideranças religiosas.



