Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Política

Vínculos atribuídos a Flávio Bolsonaro levantam alerta sobre milícias e poder político

Emendas, homenagens e relações com investigados são apresentados como sinais de proximidade entre o senador e grupos milicianos.

Flávio Bolsonaro representa o perigo das milícias no poder

A trajetória política de Flávio Bolsonaro é apresentada como marcada por homenagens, relações e destinação de recursos a pessoas ou entidades associadas às milícias do Rio de Janeiro. As informações levantam um alerta sobre a possibilidade de grupos criminosos ampliarem sua influência sobre as instituições da República.

Entre os nomes citados está o capitão Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime. Ele teria sido homenageado duas vezes por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), inclusive com a Medalha Tiradentes. A mãe e a esposa de Adriano também foram empregadas no gabinete do então deputado, conforme o relato.

Ronie Lessa e Élcio de Queiroz, envolvidos no assassinato de Marielle Franco, são mencionados como pessoas próximas à família Bolsonaro. O texto também cita os policiais militares Edson Alexandre e Major Ronald, homenageados por Flávio Bolsonaro apesar de históricos descritos como ligados a crimes graves.

Em 2023, Flávio Bolsonaro destinou R$ 200 mil ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), depois de um pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe. Calixto é descrito como miliciano condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Conversas entre Calixto e assessores do senador teriam tratado diretamente da liberação da verba. A Polícia Federal investiga suspeitas de desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

Armas e expansão das milícias

Em entrevista à BBC em 2008, Jair Bolsonaro afirmou: “Elas (milícias) oferecem ordem e disciplina nas comunidades. O governo deveria apoiá-los e no futuro legalizá-los”. Durante seu governo, o número de CACs — Colecionadores, Atiradores e Caçadores — passou de 117 mil, em 2018, para mais de 783 mil, em 2022. O arsenal registrado também subiu de 350 mil armas para mais de 1 milhão.

A política armamentista de Jair Bolsonaro foi considerada pelo STF facilitadora do desvio de armas para facções e milícias. Ronie Lessa é citado como CAC.

O conjunto desses episódios é apresentado como risco à democracia e à segurança pública. Nesse cenário, uma eventual presidência de Flávio Bolsonaro é descrita como possibilidade de legitimação política de grupos criminosos, continuidade da ampliação do acesso a armas e captura das instituições por interesses ligados à violência.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.