PORTO VELHO — O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançaram o edital do segundo lote de concessão florestal da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho (RO). O projeto foi estruturado com apoio técnico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e prevê manejo sustentável voltado à restauração de uma área degradada na Amazônia.
A concessão abrangerá mais de 39 mil hectares, extensão equivalente a quase 55 mil campos de futebol. Desse total, cerca de 6,4 mil hectares serão destinados diretamente à restauração florestal.
As propostas deverão ser entregues na sede da B3, em São Paulo (SP), entre 10h e 12h do dia 4 de novembro. A abertura dos envelopes está prevista para 18 de novembro.
Este é o segundo edital para uma Unidade de Manejo (UM) destinada à restauração na Flona do Bom Futuro. O primeiro lote foi arrematado pela Re.Green em março. Na ocasião, a concessão foi a primeira do país voltada à restauração com a comercialização de créditos de carbono como principal fonte de receita.
Destinação de recursos
O contrato deverá direcionar recursos para pesquisa científica, educação ambiental, proteção florestal e apoio às comunidades do entorno, incluindo a população indígena Karitiana. Também estão previstos incentivos a ações afirmativas de gênero, à inclusão de povos indígenas e à economia local, por meio da compra de sementes e da contratação de mão de obra regional.
A concessão faz parte da estratégia de recuperação da vegetação nativa e está relacionada ao compromisso brasileiro de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, dentro do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg).
Atualmente, o país tem 3,4 milhões de hectares em processo de recuperação, quase um terço da meta do Planaveg. O novo lote amplia as ações de restauração florestal na Amazônia.



