Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Candidatos ao Senado pelo Paraná apresentam propostas em entrevistas

Nove candidatos falaram sobre temas como jornada de trabalho, segurança, saúde, habitação, privatizações e regras eleitorais.

Candidatos ao Senado pelo Paraná apresentam propostas em entrevistas
Foto: Reprodução

Nove candidatos ao Senado pelo Paraná apresentaram propostas e posições políticas em entrevistas exibidas ao longo da semana no telejornal Meio-Dia Paraná. Os cinco primeiros colocados no cenário estimulado da última pesquisa Quaest participaram de sabatinas ao vivo, com 30 minutos de duração. Os demais candidatos tiveram entrevistas exibidas neste sábado (5).

A ordem das participações foi definida por sorteio, realizado na presença de representantes das candidaturas. A rodada começou na segunda-feira (31), com Alexandre Curi (Republicanos), e também incluiu Gleisi Hoffmann (PT), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Cristina Graeml (PSD).

Principais propostas

Alexandre Curi defendeu a redução da jornada de trabalho e afirmou que a mudança precisaria ser acompanhada de compensação tributária para evitar demissões. Ele também mencionou o nível de estresse dos brasileiros e a importância da convivência familiar.

Cristina Graeml disse que pretende trabalhar pelo fim do Fundo Eleitoral e defendeu a possibilidade de candidatos receberem doações de eleitores e empresários. A posição foi apresentada depois de questionamentos sobre os R$ 3,5 milhões recebidos por ela do fundo na campanha deste ano. A candidata afirmou que pretende seguir as regras atuais para disputar a eleição e, se eleita, propor a mudança.

Deltan Dallagnol declarou que está elegível, embora o registro da candidatura ainda dependa de análise definitiva da Justiça Eleitoral. Ele citou a decisão que cassou seu mandato de deputado federal em 2023 e afirmou que a questão usada para indeferir seu registro naquele ano não se sustenta mais.

Dr. Rosinha (PT) defendeu a aprovação de uma Lei da Misoginia, com a equiparação da discriminação contra mulheres ao crime de racismo. Também afirmou que pretende enfrentar a violência doméstica, o feminicídio, a homofobia, o machismo e o racismo. Na área de segurança, mencionou uma PEC em tramitação no Senado para unificar o sistema, em modelo semelhante ao SUS, além da criação de um Ministério da Segurança Pública.

Filipe Barros propôs ações de prevenção e fortalecimento da família, com conscientização por meio da educação e das escolas. Também defendeu o aumento da pena para crimes de feminicídio e afirmou que, no Paraná, autores desse tipo de crime deveriam ser encaminhados a presídios de segurança máxima.

Gleisi Hoffmann afirmou ser favorável à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal quando houver irregularidades que justifiquem a medida. Segundo ela, cabe ao Senado processar e julgar ministros do Supremo, de tribunais superiores e o presidente da República.

Propostas dos demais candidatos

Joaquim do MLB, da Unidade Popular, defendeu uma política de despejo zero para pessoas que ocupem imóveis desocupados há muito tempo. Ele disse que desocupações devem ser tratadas por meio do diálogo, sem uso de força policial e violência.

Karen Guerreiro (Missão) propôs levar mais médicos especialistas às cidades do interior do Paraná. Ela afirmou que moradores de algumas localidades precisam viajar 10 km para consultar um especialista e relacionou a medida à redução do deslocamento nas estradas e à ampliação do desenvolvimento regional.

Marcelo Marcelino (PCO) defendeu a reestatização de empresas públicas privatizadas no estado. Citou a Copel e a Sanepar, além da Petrobras e do Banco do Brasil, e afirmou que essas companhias deveriam voltar ao controle integral do Estado brasileiro. O candidato também propôs uma auditoria cidadã da dívida pública e o não pagamento de juros que classificou como exorbitantes.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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