Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Golpe falsifica número de parentes, bancos e órgãos públicos na tela do celular

Técnica conhecida como spoofing permite alterar a identificação da chamada e pode ser combinada com pedidos de Pix ou dinheiro.

Golpe falsifica número de parentes, bancos e órgãos públicos na tela do celular
Foto: Liz Bravo/Pixabay

Criminosos estão usando a falsificação da identificação de chamadas para fazer com que o nome e o número de parentes, bancos ou órgãos públicos apareçam corretamente na tela do celular da vítima. A técnica, conhecida como spoofing, não exige acesso ao telefone cujo número é exibido.

Renato Bobsin Machado, professor de Ciência da Computação, explica que os golpistas contratam centrais telefônicas com softwares maliciosos capazes de editar o número mostrado durante a ligação. Quando o telefone está salvo na agenda da vítima, a chamada pode parecer legítima.

Os criminosos também recorrem a dados vazados por redes sociais, empresas e informações de crédito. Outra estratégia é cruzar o número de telefone com perfis públicos para identificar amigos, parentes e colegas de trabalho por comentários e marcações. Aplicativos maliciosos instalados de fontes não confiáveis podem ainda acessar a agenda telefônica e compartilhar os dados.

A autônoma Cláudia Simone da Silva de Oliveira percebeu o golpe quando um parente recebeu uma ligação com o nome e o telefone dela na tela. Depois de atender e ouvir uma música, ele escutou uma mensagem informando que havia ganhado um prêmio. Desconfiado, fez uma captura da tela e procurou Cláudia para confirmar a chamada.

“Eu não liguei para ele. Ele me mandou o print, e realmente é o meu número que tá lá, o meu nome”, contou Cláudia. O celular dela não foi clonado e continuou funcionando normalmente. Apenas a identificação exibida no aparelho do parente havia sido falsificada.

O caso ocorre também com números oficiais. No início deste mês, a Polícia Civil de Foz do Iguaçu alertou sobre ligações falsas feitas com o número da delegacia.

Machado afirma que a inteligência artificial pode aumentar a eficácia da fraude ao permitir a imitação da voz a partir de áudios existentes. Com uma história de emergência, como um acidente ou um pedido de Pix, a abordagem busca impedir que a vítima tenha tempo para verificar a situação.

Como se proteger

O professor recomenda desconfiar mesmo quando o número parecer conhecido. Em pedidos de Pix ou dinheiro, a orientação é desligar e confirmar a identidade por outro canal, como o WhatsApp. Também é possível combinar uma pergunta-chave com familiares, cuja resposta só a pessoa verdadeira saberia.

Nunca informe Pix, código de SMS, CPF, senhas ou dados bancários por telefone. Em caso de tentativa de golpe, registre um boletim de ocorrência.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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