Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Saúde pede análise para oferecer canetas contra obesidade no SUS

Ministério da Saúde afirma que queda de custos mudou cenário após rejeição da proposta pela Conitec em agosto.

Saúde pede análise para oferecer canetas contra obesidade no SUS

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalie a inclusão de canetas emagrecedoras, do tipo GLP-1, entre os medicamentos oferecidos pelo SUS.

A pasta sustenta que a proporção de pacientes com obesidade subiu de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024. Na avaliação do ministério, a mudança aumenta a necessidade de acompanhamento e tratamento por períodos prolongados, com possíveis efeitos sobre a mortalidade, a qualidade de vida e os gastos do sistema de saúde.

Argumentos do ministério

O Ministério da Saúde também afirma que a ampliação da concorrência reduziu em 70% o custo dos medicamentos no Brasil em menos de um ano. Em agosto, a Conitec havia rejeitado a incorporação por causa do alto impacto financeiro. Para a pasta, a redução dos preços alterou esse cenário.

De acordo com o ministério, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026. A lista inclui versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos, e novos registros ainda são esperados. A pasta atribui a expansão à estratégia de fomento do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A eventual oferta pelo SUS deverá seguir critérios de acesso. O tratamento seria destinado a pacientes nos quais o controle da obesidade possa trazer benefícios relevantes à saúde, reduzir complicações ou evitar a necessidade de procedimentos de maior complexidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem diretriz que prevê o tratamento prolongado da obesidade com essas canetas e a preparação dos sistemas de saúde para a oferta.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tratou do tema em uma agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Minas Gerais. Ao comentar a queda dos preços, Padilha disse que os medicamentos serão usados “de forma responsável” no SUS. Ele afirmou que os valores, antes entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil, passaram a ficar entre R$ 300 e R$ 400 nas farmácias.

Criada em 2011, a Conitec é responsável por constituir ou alterar protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. Depois de uma consulta pública, as contribuições são reunidas em relatórios técnicos, analisados pelo colegiado, que emite a recomendação final sobre o medicamento ou a tecnologia avaliada.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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