A idade do cão ou do gato, sozinha, não define a necessidade de trocar o alimento. Para decidir se a mudança é adequada, o veterinário deve considerar o peso, as condições de saúde e os hábitos do animal. Ranna Sousa, clínica geral e docente do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, recomenda uma avaliação nutricional individual nessa fase da vida.
Antes de escolher um produto identificado como “sênior”, o responsável deve discutir alguns pontos com o profissional:
Meu pet precisa trocar de alimento? A alimentação atual pode continuar adequada, mesmo com o envelhecimento. A decisão depende da avaliação do animal.
Alguma condição de saúde altera a dieta? Diagnósticos, medicamentos, mudanças no apetite e sintomas recentes devem ser informados. Esses dados podem indicar a necessidade de cuidados nutricionais específicos.
A quantidade oferecida está correta? O pet pode ganhar ou perder peso com o tempo. O veterinário pode orientar a porção e a forma de acompanhar o peso e a condição corporal.
É preciso mudar a textura? Dificuldades para mastigar, preferência por determinado tipo de alimento e menor ingestão de água ajudam a definir se a dieta deve ser úmida, seca ou uma combinação das duas.
Como introduzir o novo alimento? A substituição repentina pode causar desconforto digestivo ou rejeição. Por isso, é importante pedir um plano de transição gradual e saber quais sinais observar.
Petiscos e suplementos também devem ser avaliados? Esses produtos fazem parte do consumo diário e podem influenciar o planejamento. Na consulta, informe os nomes e as quantidades oferecidas.
Quando a alimentação deve ser reavaliada? Combine como acompanhar o apetite, o peso e a condição corporal, além do momento de retornar ao veterinário. As necessidades do animal podem continuar mudando com a idade.
Levar a embalagem do alimento atual e anotar tudo o que o pet costuma comer ajuda o profissional a formular uma recomendação ajustada à rotina da casa.



