Uma égua chamada Hora Extra foi levada ao Hospital Veterinário onde vive o cavalo Caramelo, no Rio Grande do Sul, com a possibilidade de os dois gerarem um filhote no futuro. A fêmea tem seis anos, pesa cerca de 380 quilos e foi doada por uma cabanha de São Sebastião do Caí (RS).
Da raça Crioula, Hora Extra passará por uma avaliação detalhada antes de qualquer contato direto com Caramelo. A equipe vai verificar as condições de saúde do animal, avaliar se ela está apta para a reprodução, realizar exames de triagem e reforçar a alimentação.
“Ela vai ficar em um piquete ao lado dele, próximos, mas não juntos”, explicou Laura Cezimbra, diretora do hospital veterinário. Segundo ela, a égua aparenta estar em plenas condições.
Possível continuidade da história
A chegada da égua ocorre depois de a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), responsável pela adoção de Caramelo, informar que o cavalo de 11 anos estava totalmente recuperado da tragédia climática e aberto à possibilidade de formar uma família.
Caramelo ficou conhecido após permanecer ilhado por quatro dias sobre o telhado de uma casa em Canoas (RS), durante a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em abril de 2024. Depois disso, recebeu homenagens, participou de desfiles e se tornou um dos símbolos do episódio.
A busca por uma companheira começou cerca de um mês antes da chegada de Hora Extra. Laura Cezimbra afirmou que a escolha não está relacionada a questões genéticas, mas à continuidade da história do animal após a repercussão que alcançou, inclusive internacionalmente.
Para a diretora, Caramelo se tornou uma figura pública e um símbolo de resistência e resiliência. A expectativa é que essas características continuem produzindo impacto social positivo e mantenham viva a lembrança da sobrevivência do cavalo.

