A família de Bento recebeu o cachorro de volta após um banho e ajuste dos pelos das patas com um pequeno corte na pata dianteira. A tutora, Luísa, questionou por que o pet shop não comunicou o incidente antes da retirada.
Luísa havia informado que o animal ficava inquieto com o secador, embora nunca tivesse voltado machucado de um atendimento. O serviço não previa raspagem. De acordo com a equipe, Bento se mexeu enquanto uma profissional aparava os pelos entre os dedos, e a tesoura pode ter alcançado a pata durante o movimento.
A atendente afirmou que o ferimento era superficial e que havia sido percebido perto do fim do procedimento, quando foi limpo no próprio estabelecimento. Luísa, porém, não encontrou chamada, mensagem ou aviso no aplicativo usado para agendar o banho. A loja disse que não quis alarmá-la por causa do tamanho da marca.
Registros e avaliação
Antes de deixar o local, Luísa fotografou o corte e pediu informações sobre o ocorrido. O gerente registrou o caso em uma ficha interna, e ela solicitou uma cópia, o nome do procedimento e os produtos aplicados na pata.
A câmera cobria parte da sala, mas não permitia ver em detalhe a pata, a posição da tesoura ou os cuidados posteriores. As imagens mostravam Bento se movendo sobre a mesa, sem esclarecer todos os aspectos do incidente.
Um veterinário avaliou o animal e orientou os cuidados compatíveis com a lesão. Bento andava normalmente, e Luísa guardou o documento, a nota e as fotografias. O pet shop ofereceu reembolsar a avaliação.
Medidas após o incidente
O gerente informou que conversaria com a profissional e que a equipe passaria a ligar para o tutor sempre que ocorresse qualquer lesão, mesmo pequena. Luísa também pediu que a ficha de Bento registrasse sua reação ao secador e a orientação para não insistir no corte dos pelos da pata caso ele estivesse muito agitado.
O corte cicatrizou sem complicações. O pet shop pagou a consulta e enviou por escrito o relato do procedimento. A equipe também passou a registrar a condição das patas na chegada e a confirmar por mensagem incidentes e orientações antes da retirada.
Luísa não levou Bento imediatamente para um novo banho, pois queria recuperar a confiança antes de entregá-lo novamente. Para ela, o movimento do cachorro poderia explicar o momento do ferimento, mas não justificava, sozinho, a falta de comunicação até a saída.



