Carregadores de celular podem continuar consumindo eletricidade mesmo quando o aparelho é retirado do cabo. Isso ocorre enquanto o adaptador permanece conectado à tomada, porque seus componentes internos seguem energizados e ativos.
O consumo é chamado de standby. Mesmo sem um telefone acoplado, o circuito eletrônico continua convertendo a tensão da rede e mantendo uma pequena corrente enquanto o plugue estiver encaixado na parede. Individualmente, o gasto pode parecer baixo, mas se mantém vinte e quatro horas por dia e se acumula ao longo dos meses.
Na Austrália, órgãos governamentais de eficiência energética recomendam desligar os equipamentos diretamente na parede. A orientação é desconectar fontes e carregadores portáteis assim que a bateria estiver completa, para impedir que a eletricidade continue sendo consumida sem necessidade.
Como reduzir o desperdício
A medida mais simples é retirar o carregador da tomada logo após o fim da recarga. Também é possível usar réguas de energia ou filtros de linha com interruptor, que permitem interromper simultaneamente o fornecimento para vários conectores. A alternativa pode facilitar a rotina em locais de difícil acesso.
Outra recomendação é evitar que transformadores permaneçam conectados de forma permanente em pontos que não são usados diariamente. Em residências com vários carregadores, as perdas individuais podem se somar ao longo do ano e aumentar o consumo geral.
Além de ajudar a conter despesas, desconectar o acessório reduz aquecimentos desnecessários e o desgaste prematuro de componentes eletrônicos. A prática também interrompe o fluxo residual de eletricidade enquanto o carregador está ocioso.
O fenômeno é conhecido como energia fantasma: eletricidade drenada por aparelhos que continuam plugados sem uso ativo. A adoção desse hábito reduz perdas invisíveis e promove um uso mais consciente da energia doméstica.



