As capivaras comem as próprias fezes como parte de uma estratégia digestiva chamada coprofagia. O comportamento permite que o maior roedor do mundo aproveite novamente nutrientes presentes em alimentos vegetais ricos em fibras, conforme explica a organização World Wildlife Fund Canada.
As fezes carregam bactérias benéficas que ajudam a decompor as fibras dos vegetais. Ao ingeri-las, a capivara tem uma nova oportunidade de utilizar nutrientes que não foram absorvidos na primeira passagem pelo sistema digestivo. A prática está ligada às características da alimentação da espécie e ao desafio de processar materiais vegetais mais difíceis de aproveitar completamente.
Alimentação variada
Herbívoras, as capivaras vivem em áreas próximas a rios, lagos e outras fontes de água. São animais semiaquáticos e sociáveis, nativos da América do Sul. Gramíneas e capins estão entre os alimentos mais importantes, especialmente pela presença abundante desse tipo de vegetação nos ambientes ocupados pela espécie.
O cardápio também pode incluir plantas aquáticas, folhas, cascas, frutas, raízes e tubérculos. A composição da dieta muda de acordo com o local e com a oferta de recursos durante o ano. Quando há menos vegetação disponível, raízes, tubérculos e cascas podem ocupar maior espaço na alimentação.
Essa capacidade de alternar entre diferentes fontes vegetais ajuda o animal a utilizar os recursos encontrados no ambiente. A relação com o capim também aparece na origem do nome popular: o termo “capivara” vem do tupi-guarani e está associado à ideia de “comedor de capim”.
O Dia da Capivara é celebrado em 14 de setembro e chama atenção para características e hábitos da espécie que podem causar estranhamento aos seres humanos, mas cumprem funções no organismo do animal.



