A prática de exercícios em volume ou intensidade acima do limite do corpo, sem recuperação adequada, pode provocar a síndrome do excesso de treinamento, conhecida como overtraining. O quadro envolve exaustão física e mental e costuma aparecer quando a busca por resultados rápidos se sobrepõe aos limites do organismo.
Luiz Gustavo Panza, administrador e gerente técnico da Cia Athletica Estádio do Morumbi, afirma que ultrapassar esses limites aumenta o risco de overtraining. Entre os sinais de alerta estão fadiga e cansaço excessivo, dores musculares persistentes, redução do desempenho atlético e baixa da imunidade.
Impactos físicos e psicológicos
Os efeitos não ficam restritos à parte física. O desgaste acumulado pode estar associado a irritabilidade, ansiedade e desregulação de hormônios importantes. Também pode aumentar a probabilidade de lesões osteomusculares, alterações psicológicas e queda da resistência imunológica.
A prevenção depende do equilíbrio entre treino, alimentação e descanso. Esses três fatores precisam ser combinados de acordo com os limites individuais, especialmente quando a pessoa tenta acelerar os resultados para preparar o corpo para o verão.
A recuperação pode levar até 72 horas, conforme o esforço realizado. Sono e alimentação em quantidade e qualidade adequadas contribuem para esse processo, assim como a hidratação durante e depois da atividade física.
Quando os sinais aparecem, a recomendação é reduzir de forma significativa a carga de exercícios ou interromper temporariamente os treinos. A orientação de profissionais de Educação Física e Nutrição pode ajudar a definir a estratégia mais adequada para cada objetivo e evitar que o excesso de treinamento avance.



