A hesitação vacinal infantil pode variar de inseguranças pontuais à recusa completa das vacinas, segundo artigo publicado no New England Journal of Medicine. O fenômeno continua sendo um desafio para famílias, pediatras e sistemas de saúde.
A dúvida dos pais nem sempre está relacionada ao desejo de expor os filhos a riscos. Muitos buscam protegê-los, mas demonstram incerteza diante de informações conflitantes sobre a segurança das vacinas, possíveis efeitos colaterais e conteúdos falsos compartilhados em redes sociais e grupos de mensagens.
As vacinas de rotina da infância reduziram de maneira expressiva a ocorrência de doenças graves, internações e mortes. O artigo também destaca o histórico de segurança desses imunizantes e alerta que a desinformação pode enfraquecer a confiança das famílias.
Papel dos profissionais
A orientação dos profissionais de saúde é apontada como central para ampliar a aceitação vacinal. Recomendações claras, firmes e respeitosas devem ser combinadas com a escuta das preocupações dos pais.
Entre as estratégias citadas está a entrevista motivacional, que pode contribuir para corrigir informações falsas sem romper o vínculo entre a equipe de saúde e a família. O artigo foi identificado pelo DOI 10.1056/NEJMcp2516616 e tem a data de 21 de setembro de 2026.



