Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Livro reúne cinco décadas de relatos de Ronaldo Brasiliense na Amazônia

Publicação independente será lançada em Belém com memórias da carreira e reflexões sobre os desafios do jornalismo investigativo.

Livro reúne cinco décadas de relatos de Ronaldo Brasiliense na Amazônia

O jornalista Ronaldo Brasiliense lança o livro Relatos da Vida Real em 27 de setembro de 2026, das 9h às 13h, na Banca do Alvino, na Praça da República, no cruzamento da avenida Presidente Vargas com Oswaldo Cruz, em Belém (PA). A publicação reúne memórias de cinco décadas de atuação profissional e reflexões sobre a produção de informação na Amazônia.

O autor completou 50 anos de profissão em 26 de agosto. O primeiro registro profissional ocorreu em 1976, quando ele tinha 17 anos e começou como repórter de esportes. A trajetória atravessou o período da ditadura militar e a redemocratização do país.

Memórias e investigação

Descrito por Ronaldo como uma “quase memória”, o livro parte de episódios que marcaram sua carreira. Entre eles está o assassinato de Benedito Alves da Silva, conhecido como Benezinho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tomé-Açu, e a morte dos acusados, retirados à força de uma delegacia por uma população revoltada.

A obra também aborda as dificuldades enfrentadas por jornalistas na Amazônia, incluindo conflitos pela posse da terra, invasões de terras indígenas, desmatamento, expansão da pecuária, garimpo em unidades de conservação, grilagem de terras públicas e avanço do agronegócio, com destaque para o cultivo de soja e milho.

O livro menciona a série de reportagens “Desastres ambientais na Amazônia”, publicada em 2025, vencedora do Prêmio Ampla de Jornalismo e do Prêmio Sindmineral. Segundo Ronaldo, a produção independente funciona como um alerta diante do El Nino e defende a união para preservar a biodiversidade da região.

“Jornalismo não é profissão para covardes”, afirma o jornalista ao resumir uma das ideias que orientaram sua carreira.

Carreira e prêmios

Ronaldo encerrou as atividades no jornalismo diário em dezembro de 2025. Ele conta que entrou na profissão levado por Pedro Pomar Neto, que trabalhava na área de esportes e usava o nome Marcos Soares para se esconder da ditadura. Os dois jogavam xadrez juntos.

Nascido em 13 de dezembro de 1958, em Belém do Pará, Ronaldo trabalhou em jornais, revistas e veículos de Brasília, do Rio de Janeiro e da Amazônia. Foi repórter, editor, colunista político, chefe de reportagem e correspondente. Também fundou e dirigiu o jornal O Paraense e a Agência Amazônia de Notícias Ltda.

Ao longo da carreira, recebeu duas vezes o Prêmio AMB de Jornalismo e duas vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Também conquistou duas vezes o Prêmio OK de Jornalismo, além dos prêmios Aimex, Abril, Embratel e Petrobras de Jornalismo. Foi seis vezes finalista do Prêmio Esso e cinco vezes finalista do Prêmio Embratel.

Para Ronaldo, atuar na Amazônia é um desafio por causa das distâncias e da falta de logística. Ele afirma que continuaria escolhendo o jornalismo caso pudesse viver novamente e define como uma das principais recompensas da profissão a sensação de dever cumprido.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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