Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Poesia de Telma Cunha será celebrada na Feira Pan-Amazônica de 2027

Escritora paraense, autora de 7 livros, será homenageada ao lado de Mestre Pinduca na 30ª edição do evento, em Belém.

O poema “Meu Grito” tornou-se uma referência do ativismo de Telma Cunha pela inclusão. Escrito quando ela ainda era pequena e não se reconhecia como poeta, o texto hoje é levado adiante por professores que trabalham com seus livros e fazem eco à defesa de direitos expressa nos versos.

A escritora paraense será uma das homenageadas da 30ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, marcada para 2027. Ela dividirá a homenagem com o Mestre Pinduca. Aos 50 anos, Telma é autora de 7 livros e vive em uma cadeira de rodas.

A autora nasceu em São Francisco do Pará, no nordeste do Pará, e teve poliomielite com um ano e seis meses. O acesso à educação formal só ocorreu aos 20 anos. Durante esse período, os livros foram sua maneira de conhecer o mundo e de manter contato com diferentes experiências.

“Os livros me salvaram. Eles moldaram a poeta/escritora Telma Cunha”, afirma. A escritora diz que a literatura teve papel decisivo em sua formação e define sua profissão como “a palavra”. Para ela, a poesia pode ser encontrada em todos os lugares, e escrever é uma forma de se posicionar no mundo.

Telma trabalha principalmente com poemas, mas também transita por outros gêneros. Sua produção inclui crônicas, aldravias, poesia erótica, contos autobiográficos e literatura inclusiva. Entre os livros estão “Folhas Soltas”, de 2015; “Pé ante Pétalas”, de 2020; “Voo de Borboleta”, de 2015; “Sob os Lençóis de Eros”, de 2016; “A Cadeira Mágica”, de 2017; “Pérola Oculta e outros poemas”, de 2019; e “A menina dos Olhos de Arco-Íris”, de 2021.

Literatura e inclusão

A escritora afirma que sua experiência como mulher com deficiência aparece em sua produção e dá à palavra uma dimensão política e ideológica. Ao escrever para crianças, decidiu abordar inclusão e acessibilidade. Para Telma, a presença de uma pessoa cadeirante em uma palestra ou no palco já representa uma forma de ativismo.

Os livros da autora são adotados em escolas do Pará, e ela mantém encontros com estudantes. Em 2012, durante uma edição da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, conheceu Antônio Juraci Siqueira e contou que escrevia. Depois de ler os poemas, ele preparou a edição de “Voo de Borboleta”, publicado pela Papachibé e considerado o primeiro livro de Telma.

Moradora do bairro da Marambaia, Telma escreve em um jardim da casa onde vive com a mãe, Lucimar de Jesus, e a cachorra Estrela. O espaço também reúne obras de autores como Max Martins, Antônio Tavernard, Haroldo Maranhão, Antônio Juraci Siqueira e Ruy Barata.

A escolha para a homenagem de 2027 foi recebida pela autora como uma celebração da diversidade humana. Telma agradeceu ao secretário de Cultura, Bruno Chagas, pela indicação e atribuiu parte da conquista aos professores que levam seus livros às escolas, inclusive com recursos próprios.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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