Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Camu-camu se destaca pela alta concentração de vitamina C

Fruta amazônica tem sabor ácido, polpa suculenta e pode ser usada em sucos, geleias, sorvetes e outras receitas.

Camu-camu se destaca pela alta concentração de vitamina C
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial/Catraca Livre

Pequeno e de sabor intensamente ácido, o camu-camu chama atenção pela quantidade de vitamina C concentrada em sua composição. Nativo da Amazônia Ocidental, o fruto também apresenta polpa suculenta e compostos bioativos que despertam interesse nutricional e comercial.

A espécie, cujo nome científico é Myrciaria dubia, pertence à família Myrtaceae, assim como a jabuticaba e a goiaba. A planta se desenvolve principalmente nas proximidades de rios e lagos, além de áreas sujeitas a inundações. Ela apresenta resistência a períodos de alagamento.

Aparência e maturação

O fruto tem formato arredondado, casca lisa e tamanho reduzido, com diâmetro geralmente entre 2 a 4 centímetros. Durante o amadurecimento, a superfície pode mudar do rosa para o vermelho-escuro ou o arroxeado. Mesmo pequeno, o camu-camu pode pesar mais do que outras frutas amazônicas de dimensões semelhantes.

A vitamina C corresponde à principal característica associada ao fruto. Estudos da Embrapa apontam que ele está entre as fontes naturais mais expressivas da substância, também chamada de ácido ascórbico. A quantidade encontrada pode mudar conforme a variedade, o estágio de maturação, a região de cultivo e o processamento.

Em pesquisas com diferentes genótipos, foram observadas concentrações elevadas tanto na polpa quanto na casca. Em alguns materiais analisados, o índice passou de 1.700 miligramas de vitamina C por 100 gramas de polpa. Esse resultado não representa todos os frutos, mas ajuda a explicar a atenção dada ao camu-camu.

Acidez e formas de consumo

A composição do camu-camu inclui ácido cítrico, associado ao gosto azedo da polpa. Análises da Embrapa identificaram pH baixo e níveis elevados de acidez titulável em diferentes genótipos. Essas características fazem com que o fruto seja menos comum como opção de consumo in natura doce.

A acidez pode variar de acordo com a variedade e o amadurecimento, mas permanece como uma das marcas do camu-camu. Por isso, a polpa costuma ser combinada com açúcar ou outras frutas. Ela pode entrar no preparo de sucos, néctares, sorvetes, geleias, doces, bebidas e sobremesas.

O fruto também pode ser processado e congelado, o que facilita o armazenamento e o transporte. Além da vitamina C, a polpa e a casca contêm outros compostos bioativos. A composição final varia conforme o genótipo, a maturação e o método de processamento.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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