Para pessoas com melasma, a escolha do protetor solar pode ir além do fator de proteção. Produtos com cor e óxidos de ferro podem oferecer uma camada adicional contra a luz visível, faixa da radiação solar que pode contribuir para o escurecimento das manchas, especialmente em peles mais escuras.
A proteção contra os raios ultravioleta continua sendo fundamental. A luz visível, porém, também pode estimular alterações de pigmentação e piorar o melasma. Por esse motivo, a Academia Americana de Dermatologia recomenda, para quem tem a condição, o uso de protetor com cor que contenha óxidos de ferro. Um estudo clínico encontrou benefício adicional em uma formulação que protegia contra radiação ultravioleta e luz visível, em comparação com outra que oferecia proteção apenas contra os raios ultravioleta.
O papel dos óxidos de ferro
Os óxidos de ferro são pigmentos usados na coloração de muitos protetores solares. Eles ajudam a aproximar o produto do tom da pele e podem absorver parte da luz visível que alcança a superfície cutânea. Assim, um produto transparente não oferece exatamente a mesma estratégia de fotoproteção de uma fórmula com pigmentos adequados.
A recomendação é buscar um protetor com cor, FPS 30 ou superior e proteção de amplo espectro, além de verificar a presença de óxidos de ferro na composição. A indicação de amplo espectro contempla UVA e UVB, enquanto os pigmentos acrescentam proteção contra parte da luz visível. Quando possível, o produto também deve ser resistente à água.
Aplicação e reaplicação
O protetor deve ser espalhado de forma uniforme nas áreas expostas antes de sair ao ar livre. A quantidade utilizada, a reaplicação e medidas como procurar sombra e usar chapéu de aba larga também integram os cuidados para quem tem melasma.
A Academia Americana de Dermatologia orienta renovar a aplicação aproximadamente a cada duas horas durante a permanência ao ar livre e reaplicar depois de nadar ou suar. O uso do produto com cor pode reduzir a exposição à luz visível, mas o cuidado não substitui a avaliação de um dermatologista nem as terapias prescritas especificamente para cada caso de melasma.



