Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Estudo mostra que ritmo da caminhada também influencia os benefícios à saúde

Pesquisas indicam que caminhar menos de 10 mil passos ainda pode trazer benefícios, especialmente quando o ritmo é mais acelerado.

Estudo mostra que ritmo da caminhada também influencia os benefícios à saúde
Foto: SaúdeLab/SaúdeLAB

A meta de 10 mil passos por dia não é uma exigência para obter benefícios da caminhada. Um novo estudo indica que tanto a quantidade de passos quanto o ritmo podem estar relacionados à saúde, especialmente entre pessoas que caminham menos.

O número se tornou popular no Japão na década de 1960, ligado à comercialização de um pedômetro. Com o tempo, passou a ser usado como referência de atividade física e apareceu em relógios, celulares e aplicativos. No entanto, a ciência não estabeleceu essa quantidade como um limite obrigatório.

Pesquisas anteriores já haviam indicado que, em geral, caminhar mais está associado a menor risco de morrer. Os benefícios, porém, tendem a crescer menos depois de certo ponto. Por isso, ficar abaixo de 10 mil passos não significa que a atividade realizada foi inútil.

O que o novo estudo avaliou

Publicado no British Journal of Sports Medicine, o estudo acompanhou 64.743 adultos de meia-idade por cerca de oito anos. Antes do acompanhamento, os participantes usaram um dispositivo durante sete dias para registrar a quantidade de passos.

Os pesquisadores analisaram também os 30 minutos mais ativos de cada dia, período em que cada participante caminhava mais. Os resultados mostraram que um ritmo acelerado esteve associado a menor risco de morte, principalmente entre quem dava menos de 7.500 passos por dia.

A relação foi observada tanto entre pessoas que caminhavam menos de 5 mil passos quanto entre aquelas que ficavam na faixa de 5 mil a 7.500 passos. Algumas combinações entre quantidade de passos e ritmo estiveram associadas a até 43% menos risco de morte por qualquer causa.

Como aplicar à rotina

Aumentar gradualmente a quantidade de passos pode ser uma estratégia. Para quem tem pouco tempo, incluir alguns períodos de caminhada mais acelerada também pode tornar a rotina mais ativa.

Não é necessário correr. Em uma caminhada mais intensa, a respiração fica mais rápida e o corpo aquece, mas ainda é possível conversar. Como a percepção de esforço varia, não existe uma velocidade ideal para todas as pessoas.

Os 10 mil passos podem continuar sendo uma meta para quem gosta de utilizá-la. O ponto principal é não tratar o número como uma fronteira entre uma caminhada que vale e outra que não vale. Mesmo uma quantidade menor de passos pode fazer parte de uma rotina mais ativa.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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