Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ronco pode exigir investigação e afetar a convivência entre casais

Além de comprometer o descanso, o ronco pode estar associado à apneia do sono e exigir avaliação médica.

Ronco pode exigir investigação e afetar a convivência entre casais
Foto: Getty Images Sono interrompido pode aumentar a irritabilidade e favorecer discussões

O ronco não é apenas um ruído noturno. Quando interrompe repetidamente o descanso, pode reduzir o tempo nas fases mais profundas do sono, ligadas à recuperação física, e afetar concentração, memória, regulação hormonal, energia, motivação e sistemas cerebrais relacionados ao estresse e às emoções.

A Associação Britânica do Ronco e da Apneia do Sono (BSSAA) estima que cerca de 40% dos adultos no Reino Unido ronquem, com maior prevalência entre homens. Nos Estados Unidos, 75% das pessoas que têm um parceiro roncador afirmam que o hábito prejudica o próprio sono, segundo a Fundação do Sono.

O som surge quando os tecidos moles das vias aéreas superiores vibram durante o sono. A repetição das interrupções pode levar à irritabilidade e a discussões, de acordo com a dentista Clare Simon, especialista em odontologia do sono. Quando o ronco é intenso, dormir em quartos separados também pode diminuir a intimidade.

Meg Warren, 29 anos, assessora de comunicação de uma ONG, conta que o ronco do ex-parceiro a mantinha em estado de alerta durante a noite. No dia seguinte, ela acordava confusa e atordoada, às vezes com sensação semelhante à de uma ressaca. A situação chegou a afetar a relação a ponto de ela considerar necessário manter um quarto extra para as noites em que o barulho fosse insuportável.

A jornalista Anna-Louise Dearden, 52 anos, às vezes dorme em outro quarto e recorre a protetores de ouvido para conseguir descansar quando divide a cama com o parceiro.

Quando buscar avaliação

Antes de tentar apenas abafar o barulho, é importante investigar se existe apneia do sono. O distúrbio causa interrupções repetidas da respiração e pode provocar engasgos noturnos, despertares frequentes e dor de cabeça pela manhã.

Nos casos de apneia, o tratamento pode envolver CPAP, aparelho que mantém as vias aéreas abertas por pressão contínua, ou cirurgia em algumas situações. Já no ronco comum, podem ajudar medidas como perder peso, parar de fumar, reduzir o consumo de álcool antes de dormir e adotar a posição lateral.

Uma consulta com um clínico geral pode indicar a abordagem adequada ou encaminhar o paciente a um especialista. Conforme a causa, alergias e obstruções nasais podem ser tratadas. Também existe o protetor bucal personalizado, que desloca suavemente a mandíbula para a frente e contribui para manter as vias aéreas abertas.

Para o ortodontista e especialista em sono Ama Johal, muitos casais demoram a procurar ajuda apesar dos efeitos do ronco sobre o relacionamento e o bem-estar.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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