Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Setembro em Flor reúne orientações sobre câncer de ovário e endométrio

Campanha destaca sintomas, fatores de risco, histórico familiar e avanços no tratamento de cânceres ginecológicos.

Setembro em Flor reúne orientações sobre câncer de ovário e endométrio
Foto: Magnific/Saúde em Dia

A campanha Setembro em Flor reforça a importância de reconhecer sinais, fatores de risco e possibilidades de tratamento para cânceres ginecológicos. Entre as doenças estão os tumores do colo do útero, dos ovários, do endométrio, da vagina e da vulva.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 8.020 novos casos de câncer de ovário e 9.650 casos de câncer do corpo do útero para cada ano entre 2026 e 2028 no Brasil.

No câncer de ovário, a incidência aumenta com o avanço da idade. Dados do National Cancer Institute indicam mediana de 63 anos ao diagnóstico. Alterações abdominais ou pélvicas podem estar entre os sintomas, que nem sempre são específicos. Mudanças persistentes devem ser avaliadas por um profissional.

O sangramento vaginal após a menopausa não é considerado normal e pode indicar câncer de endométrio. A alteração não significa necessariamente a presença da doença, mas precisa ser investigada. O câncer de endométrio é o tipo mais comum de câncer do corpo do útero e ocorre principalmente em mulheres após a menopausa.

Estudos observacionais associam o uso de anticoncepcionais orais a uma redução de 30% a 50% no risco de câncer de ovário entre mulheres que já utilizaram o método, conforme o National Cancer Institute. A informação não indica o uso do anticoncepcional para prevenir a doença: a escolha deve ser individualizada, com orientação profissional.

Alterações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2 elevam o risco de câncer de ovário, mas não significam que a doença necessariamente surgirá. A estimativa é de que entre 39% e 58% das mulheres com variantes prejudiciais em BRCA1 desenvolvam o tumor. Para BRCA2, o intervalo fica entre 13% e 29%, enquanto o risco na população geral é de aproximadamente 1,1%.

O histórico familiar também pode contribuir para a avaliação do risco. Alguns casos estão relacionados a alterações genéticas hereditárias, que podem ser herdadas ou surgir ao longo da vida e permanecer apenas no tumor. A ausência de casos na família não elimina a possibilidade de alterações genéticas. A indicação de testes deve ser analisada por profissionais capacitados, com aconselhamento genético quando necessário.

Os tratamentos também mudaram. Cirurgia e quimioterapia continuam importantes em determinados casos, mas terapias-alvo, como os inibidores de PARP, podem ser usadas em situações específicas de câncer de ovário. Alterações moleculares relacionadas aos genes BRCA podem ajudar a definir estratégias de cuidado.

No câncer de endométrio, a classificação molecular passou a contribuir para decisões terapêuticas em determinados contextos. A imunoterapia ampliou as opções para algumas pacientes com doença avançada ou recorrente.

A mestre em Oncologia e doutora em Ciência Maria Del Pilar Estevez Diz, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), afirma que a conscientização ajuda a reduzir barreiras na jornada das pacientes. Ela também destaca que cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando as características da paciente e da doença.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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