Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Saúde do homem exige cuidados diferentes ao longo da vida

Avaliações urológicas podem abordar desenvolvimento, fertilidade, rins, saúde sexual e risco de doenças da próstata em diferentes idades.

Saúde do homem exige cuidados diferentes ao longo da vida
Foto: Divulgação/Saúde em Dia

A saúde masculina envolve mais do que o acompanhamento da próstata. Desenvolvimento dos órgãos genitais, fertilidade, saúde sexual, função renal e sintomas urinários também devem ser considerados, de acordo com a idade, o histórico familiar e os fatores de risco.

No Dia do Urologista, celebrado em 12 de setembro, o urologista e andrologista Pedro Bastos, de Juiz de Fora, explica quais cuidados podem fazer parte do acompanhamento desde a adolescência.

Adolescência e início da vida adulta

Na adolescência, a consulta pode verificar o desenvolvimento puberal, a posição e o volume dos testículos. Também ajuda a investigar fimose, varicocele, dor, nódulos e diferenças entre os testículos.

Esse acompanhamento pode incluir orientações sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, uso de preservativo e vacinação contra HPV e hepatite B. A avaliação deve levar em conta sintomas, hábitos, vida sexual, histórico familiar e fatores de risco.

Entre 20 e 30 anos, a atenção pode se concentrar em saúde sexual e reprodutiva, planejamento familiar e sintomas urinários. Conforme o perfil de cada pessoa, também podem ser avaliados pressão arterial, peso, circunferência abdominal, glicemia e perfil lipídico.

A investigação da fertilidade não é indicada de forma rotineira para todos os homens. O espermograma pode ser considerado quando há dificuldade para engravidar ou fatores associados ao risco de infertilidade.

Prevenção a partir dos 40 anos

Aos 40 anos, a consulta pode reunir aspectos urológicos, cardiovasculares e metabólicos. Função sexual, fertilidade, sintomas urinários e risco individual para doenças da próstata podem ser discutidos.

Dependendo do histórico, o médico pode indicar glicemia, colesterol, avaliação da função renal e exame de urina. Hipertensão, diabetes, obesidade, cálculos renais e uso contínuo de determinados medicamentos exigem atenção específica.

“Uma primeira avaliação urológica preventiva por volta dos 40 anos pode ser bastante útil para estabelecer um histórico de saúde, identificar fatores de risco e planejar o acompanhamento das décadas seguintes”, afirma Bastos.

Por volta dos 50 anos, a prevenção do câncer de próstata tende a ocupar mais espaço. A necessidade de rastreamento deve ser definida em uma conversa entre médico e paciente, considerando os riscos individuais. Entre os recursos possíveis estão o PSA (Antígeno Prostático Específico) e a avaliação física, que pode incluir o toque retal quando houver indicação.

Para homens negros, a discussão costuma começar aos 45 anos. A mesma referência vale para homens com pai ou irmão que tiveram câncer de próstata. O médico também deve analisar o grau de parentesco, a idade no diagnóstico e a presença de outros tipos de câncer na família.

Quando há vários familiares afetados, diagnósticos em idade jovem ou casos de câncer de mama, ovário, pâncreas ou próstata agressivo, pode ser necessário avaliar uma investigação mais precoce e a possibilidade de aconselhamento genético.

Rins e sinais de alerta

Com o avanço da idade, a função renal pode exigir acompanhamento. Conforme os fatores de risco, podem ser solicitados creatinina, estimativa da função renal, exame de urina e ultrassonografia. Hipertensão e diabetes merecem controle, porque podem prejudicar os rins sem provocar sinais claros.

A consulta preventiva não substitui a investigação de sintomas. Sangue visível na urina, dificuldade progressiva para urinar, jato urinário muito fraco, retenção urinária, dor lombar intensa, infecções urinárias recorrentes e perda involuntária de urina devem ser avaliados. Nódulos nos testículos, no pênis ou outras alterações nessa região também exigem atenção.

Na saúde sexual, precisam ser investigados disfunção erétil persistente, queda importante da libido, infertilidade, sangue recorrente no sêmen, curvatura adquirida do pênis, feridas ou verrugas genitais e dor durante a relação sexual ou a ejaculação.

O acompanhamento urológico, portanto, não precisa esperar a chegada aos 40 ou 50 anos. As necessidades mudam em cada etapa, e a identificação antecipada de alterações pode ampliar as possibilidades de investigação e tratamento.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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