Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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HPB e câncer de próstata têm sintomas e tratamentos diferentes

Urologista explica como distinguir o aumento benigno da próstata da doença oncológica e quais exames orientam cada diagnóstico.

HPB e câncer de próstata têm sintomas e tratamentos diferentes
Foto: Imagem do Magnific/paihub/DINO

A hiperplasia prostática benigna (HPB) e o câncer de próstata atingem a mesma glândula, mas têm origens, sintomas, formas de investigação e tratamentos diferentes. A distinção é especialmente relevante entre homens acima dos 50 anos, grupo em que o aumento benigno da próstata se torna mais comum.

A HPB é um crescimento não canceroso associado ao envelhecimento e a alterações hormonais. Um estudo do doutor Drauzio Varella indica que a condição pode atingir até 90% dos homens ao longo da vida. O aumento, por si só, não representa uma lesão maligna.

Já o câncer de próstata, na maioria das vezes, não provoca sintomas nas fases iniciais. Por isso, o diagnóstico depende da investigação médica. Em estágios avançados, pode causar sangramento urinário, obstrução para urinar e insuficiência renal.

Sintomas e exames

De acordo com o urologista Dr. Khaled Ahmed Taha Neto, a HPB costuma apresentar sintomas irritativos, como disúria, polaciúria, noctúria e urgência miccional. Também podem ocorrer sintomas obstrutivos, entre eles jato fraco, esforço para urinar e sensação de esvaziamento incompleto.

A investigação da hiperplasia envolve exame físico e exames de imagem, como ultrassom ou ressonância. O médico considera normal uma próstata de até 30 gramas; acima dessa medida, pode haver hiperplasia prostática.

Para investigar o câncer, são utilizados principalmente toque retal, PSA, ressonância magnética da próstata e biópsia. O aumento benigno da glândula não deve ser confundido diretamente com câncer. Um levantamento da Medicina S/A aponta que 60% dos homens acreditam que a HPB possa evoluir para a doença oncológica.

Tratamentos dependem do caso

No tratamento cirúrgico da HPB, o HoLEP é apresentado pelo especialista como uma opção para todos os tamanhos de próstata. A técnica utiliza laser de HOLMIUM para remover o tecido responsável pela obstrução urinária. Segundo o urologista, o índice de recidiva em 15 anos é menor do que 1%.

Entre as situações que podem indicar o procedimento estão a intratabilidade clínica, a retenção urinária de repetição, a insuficiência renal aguda causada pela hiperplasia, a litíase vesical e o sangramento recorrente.

Para o câncer de próstata, a cirurgia robótica pode ser considerada em casos selecionados. Entre os benefícios citados estão menor perda de sangue e menor chance de transfusão, menos dor no pós-operatório, redução do tempo de internação e recuperação mais precoce do controle urinário e da potência sexual. Estudo conduzido no Hospital das Clínicas da USP apontou redução de 25% no risco de disfunção erétil com o auxílio de robô.

A escolha do tratamento leva em conta características como volume da próstata, presença de lobo mediano, comorbidades, uso de anticoagulantes, cardiopatias, DPOC, função renal, idade, vida sexual ativa, tolerância ao risco cirúrgico e expectativa de recuperação. Também entram na decisão a experiência da equipe médica e a infraestrutura disponível.

Para Khaled Taha, não há uma conduta única para todos os pacientes. O planejamento individualizado orienta a escolha entre enucleação, RTU, tratamento clínico ou uma abordagem mais definitiva, conforme o diagnóstico e as condições de cada pessoa.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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