Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Por que o treino de força importa durante o uso de canetas emagrecedoras

A redução de peso pode incluir perda de massa muscular; exercícios de resistência ajudam a preservar força, mobilidade e funcionalidade.

Por que o treino de força importa durante o uso de canetas emagrecedoras
Foto: Reprodução: Andrea Piacquadio/Pexels/Bons Fluidos

O emagrecimento com canetas e outros medicamentos pode reduzir o peso, mas não necessariamente elimina apenas gordura. Parte da perda pode vir da massa magra, que inclui a musculatura. Por isso, a prática de exercícios de força, associada à alimentação adequada e ao consumo suficiente de proteínas, é considerada importante durante o tratamento.

Como ocorre a perda muscular

Medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 podem diminuir o apetite e, dependendo do princípio ativo, interferir no esvaziamento do estômago. Com a redução da fome, a pessoa tende a consumir menos calorias. Esse déficit energético favorece o emagrecimento, mas o organismo pode retirar parte da energia necessária também da massa magra.

A proporção dessa perda depende de fatores individuais, da velocidade do emagrecimento, da alimentação e do nível de atividade física. Para Alexandre Rocha, especialista em fisiologia do exercício, avaliar o tratamento apenas pelo peso pode levar a uma interpretação equivocada. “É fundamental entender que o emagrecimento saudável não se resume ao número na balança”, afirma.

Benefícios do treinamento resistido

Quando os músculos são submetidos regularmente a uma resistência, por meio de pesos, aparelhos, elásticos ou do próprio peso corporal, o organismo recebe estímulo para conservar esse tecido. O treinamento pode ajudar a reduzir a perda muscular e contribuir para o aumento da força.

A musculação também está relacionada à autonomia, ao equilíbrio e à capacidade de realizar atividades do cotidiano. Os exercícios de força ainda produzem estímulos mecânicos importantes para os ossos, o que ganha relevância diante de uma perda de peso significativa, especialmente entre pessoas mais velhas ou que ficaram longos períodos sedentárias.

A preservação da musculatura também participa do controle do gasto energético. “O músculo é um tecido metabolicamente ativo. Ele consome energia o tempo todo, mesmo em repouso”, explica Rocha. Esse efeito, porém, não significa que o ganho de músculos acelere drasticamente o metabolismo, já que o gasto diário depende de vários fatores.

Frequência deve ser individualizada

Segundo especialistas, duas a quatro sessões semanais podem fazer parte da estratégia, com exercícios para grandes grupos musculares, como agachamentos, remadas, supinos e elevações de quadril. A frequência, a carga, a intensidade e a escolha dos movimentos devem considerar idade, condicionamento, limitações físicas e possíveis condições de saúde.

Para iniciantes, o aumento progressivo da dificuldade é mais importante do que tentar levantar cargas elevadas logo nas primeiras sessões. A orientação individualizada é necessária para definir a melhor forma de treinamento.

O objetivo do tratamento não deve ser apenas alcançar o menor número possível na balança. Duas pessoas podem perder a mesma quantidade de peso e apresentar composições corporais diferentes. O resultado desejável é reduzir principalmente a gordura e preservar, tanto quanto possível, a massa muscular. Nesse processo, medicamentos indicados por médico, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento individualizado fazem parte de uma estratégia mais ampla.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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