Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Treino de força pode preservar músculos mesmo com o avanço da idade

Exercícios resistidos, alimentação adequada, descanso e regularidade ajudam a manter força e massa muscular ao longo dos anos.

Treino de força pode preservar músculos mesmo com o avanço da idade
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial/Catraca Livre

Ganhar massa muscular pode ficar mais difícil com o avanço da idade, mas continua sendo possível depois dos 50, 60 ou 70 anos. O treino de força é a principal estratégia para estimular os músculos, especialmente quando combinado com alimentação adequada, recuperação e constância.

Por que o processo muda com a idade

A partir da vida adulta, há uma redução gradual do tecido muscular, que tende a se acelerar nas décadas seguintes. Músculos mais velhos também podem responder menos aos estímulos do exercício resistido e da ingestão de proteínas. Mudanças hormonais, menor atividade física e alterações na recuperação participam desse processo.

A perda, porém, não ocorre no mesmo ritmo para todas as pessoas. O uso contínuo dos músculos contra resistência ajuda a preservar força e tecido muscular. Mesmo quem passou um período sedentário pode apresentar ganhos ao iniciar um programa regular e progressivo.

Pesos livres, aparelhos, faixas elásticas e exercícios com o próprio corpo podem ser usados no treinamento de força. Para adultos com 65 anos ou mais, as recomendações incluem fortalecer os principais grupos musculares em pelo menos dois dias da semana. Entre as opções estão agachamentos ou movimentos de sentar e levantar, remadas, exercícios de empurrar para peito e ombros, movimentos para quadríceps, glúteos e panturrilhas, além de exercícios para abdômen e estabilidade do tronco.

Carga, alimentação e recuperação

Não é necessário levantar muito peso para estimular os músculos. Cargas leves ou pesadas podem funcionar quando o exercício exige esforço suficiente. Uma possibilidade é escolher uma resistência que permita manter a boa técnica, mas torne as últimas repetições difíceis. A progressão pode ser feita com aumento gradual da carga, do número de repetições ou da dificuldade do movimento.

Para quem está começando, não é preciso chegar ao limite absoluto em todas as séries. A prioridade deve ser a execução correta e a adaptação das articulações. Conforme a força aumenta, o estímulo pode ser ampliado. O CDC cita de 8 a 12 repetições como referência possível para atividades de fortalecimento. Duas ou três séries podem oferecer benefícios adicionais a quem já tolera esse volume.

A proteína fornece aminoácidos usados na reparação e na construção do tecido muscular. Carboidratos ajudam a garantir energia para o treino. Fontes de proteína podem ser distribuídas ao longo do dia, incluindo ovos, carnes, peixes, leite, iogurte, feijão ou outras opções compatíveis com a dieta.

O descanso também faz parte do processo. Treinar novamente um grupo muscular ainda muito fatigado pode prejudicar o desempenho e aumentar o risco de lesões. Por isso, é importante respeitar os intervalos de recuperação, priorizar um sono adequado e manter uma rotina consistente.

Força para as atividades do dia a dia

O objetivo não precisa se limitar ao aumento do tamanho dos músculos. Preservar força nas pernas, nas costas, nos braços e no tronco pode facilitar ações como levantar de uma cadeira, subir escadas, carregar compras e manter a independência. Adultos mais velhos também se beneficiam de atividades aeróbicas e exercícios de equilíbrio ao longo da semana.

A resposta ao treinamento pode ser mais lenta com o passar dos anos. Resultados dependem menos de soluções rápidas e mais da repetição dos estímulos durante meses e anos. Para pessoas com doenças crônicas, limitações importantes ou longo período de inatividade, o tipo e a intensidade do exercício devem ser adaptados às condições individuais.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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