RIO GRANDE DO SUL — Produtores rurais voltaram a relatar restrições e atrasos na entrega de óleo diesel no estado, informou nesta quinta-feira (10) a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). O problema ocorre no início do plantio da safra de verão, período considerado decisivo para as operações nas propriedades.
Em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade, o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, disse que o plantio depende de uma janela operacional que não pode ser adiada indefinidamente. Na avaliação dele, a falta de combustível pode levar produtores a perder o momento adequado da semeadura, reduzir a área plantada e comprometer a produtividade.
Lopes afirmou que uma situação semelhante havia sido registrada no início do ano, durante a colheita de arroz e soja. Naquele período, segundo o presidente, havia informação oficial sobre a existência de estoques no estado, mas o diesel não chegava às propriedades.
A Farsul também relatou aumento dos custos para produtores que ainda conseguem receber o combustível. Conforme Lopes, parte deles pode ter de pagar mais caro pelo diesel, elevando as despesas com máquinas, transporte, plantio e outras etapas da cadeia de produção.
Efeito sobre os preços
A entidade relaciona a restrição na oferta e o aumento do preço para alguns compradores ao risco de pressão sobre os preços dos alimentos. Lopes também comentou a medida do governo federal que criou uma subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel.
Para o presidente da Farsul, a medida é necessária, mas precisa produzir efeito concreto tanto no preço quanto no abastecimento dos produtores. O relato ocorre enquanto começa o plantio de verão no Rio Grande do Sul, com preocupação sobre a chegada do combustível às propriedades e o custo das operações no campo.



